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domingo, 9 de novembro de 2014

Machu Pichu - Peru


O Sítio Arqueológico de Machu Pichu fica a uns 150 km de Cusco, a 2.500 metros de altitude (menos elevado que Cusco, que está por volta de 3.400 metros). Foi descoberto por acaso em 1911 pelo explorador Hiram Bingham. Acredita-se que a cidade foi um centro de estudos e de astronomia, mas pouco se sabe ainda sobre sua história ou sobre os objetivos de os Incas terem construído uma cidade tão isolada nas montanhas. Machu Pichu nunca foi conquistada pelos espanhóis, ela foi abandonada pelos Incas e ficou escondida até o século XX.

A melhor época para visitar Machu Pichu é o inverno, apesar de frio, não chove... é o que eu acreditava, fomos em julho e pegamos chuva durante todo o passeio, nuvens carregadas e neblina, mas como disse nosso guia, vimos o lado “mágico” das ruinas. Quanto ao frio, eu achei que seria pior, mas uma jaqueta e uma bota deram conta suficientemente.

Pegamos o trem para Águas Calientes na estação de Poroy em Cusco, num sábado chuvoso, por volta das 6 horas da manhã. O trem era o Vistadome da Perurail. Esse trem possui janelas panorâmicas, de onde é possível observar todo o cenário mágico que se apresenta pelo caminho. O percurso leva quase 4 horas e para em duas estações antes da final em Águas Calientes. No trem é servido café da manhã (ida) e jantar (volta).  No café da manhã, serviram frutas, pães e café, com direito à toalha bordada na mesa e tudo, muito charmoso.


Trem Vistadome para Machu Pichu e café da manhã
O tempo estava chuvoso, mas não ofuscava a beleza daquela paisagem. Passamos pelo Vale Sagrado, margeamos o rio Urubamba, um dos formadores do Amazonas. Ao longe via-se os topos nevados dos Andes e várias outras ruinas incas também.

Chegando a Águas Calientes, tomamos um ônibus para subir até Machu Pichu. E aqui começou uma aventura meio assustadora. A estrada que leva até a entrada do parque é sinuosa, de terra, sobe margeando a montanha e estava chovendo, o motorista (creio que por conhecer muito bem o caminho), dirigia bem mais rápido do que eu acharia seguro para aquela situação, (e ele nem perguntou se queríamos com ou sem emoção!). Era melhor nem olhar pela janela. Mas no final, tudo valeu a pena.

Durante todo o percurso nas ruinas, que durou umas duas horas e meia, tivemos a companhia de um guia, que foi explicando tudo sem parar. Fazer esse tipo de passeio com guia tem dois lados: o bom, porque você conhece o principal e tem as explicações sobre essas construções, além de ter a parte burocrática de compra de tickets e traslados resolvidos; e o ruim, porque não consegue ver o que você quer, o passeio é rápido e corrido. Eu queria parar uns minutos ao menos simplesmente para contemplar tudo aquilo. Outra coisa, duas horas é pouco tempo, são necessárias umas três ou quatro horas pelo menos para curtir o local. Se eu voltar lá um dia, quero ficar sem guia.







É, estava chovendo!

DICA: se puder vá sem o guia e demore-se quantas horas for necessário.

Mas, não estou reclamando, ver todas aquelas construções foi uma das maiores emoções da minha vida. Todo mundo precisa ir para Machu Pichu um dia na vida pelo menos. Os terraços, as construções feitas de pedras com emendas perfeitas, os templos, as lhamas espalhadas (que foram introduzidas no parque para manter a grama aparada), tudo lindo.

Pegamos novamente o ônibus-aventura e voltamos para almoçar em Águas Calientes e, claro, passar numa feirinha de artesanato, com bolsas, blusas e lembrancinhas de todo tipo.

Pegamos o trem de volta em torno das 16 horas.

Chegamos a Cusco já tarde da noite. E a chuva continuava...



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