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domingo, 5 de agosto de 2018

Museu Vale


O que fazer em Vila Velha?

Na cidade de Vila Velha está localizado o Museu Vale, inaugurado em novembro de 1998.

Localizado na antiga estação ferroviária de Pedro Nolasco, que ligava Vitória à Minas Gerais, o museu abriga um rico acervo histórico tanto da empresa Vale do Rio Doce (atualmente conhecida apenas como Vale) quanto da estrada de ferro, com documentos e objetos que datam de mais de 100 anos.




Chegamos para visita-lo num domingo chuvoso. Sua localização não é das melhores, só se chega de táxi e fica longe da orla de Vila Velha.






A primeira coisa que chama a atenção é a construção da antiga estação ferroviária e uma locomotiva “Maria Fumaça” adquirida pela Vale em 1945, exposta na saída do museu.



A visita nos dois andares da construção, nos leva a conhecer um pouco da história da ferrovia; são mais de 400 peças e uma maquete enorme interativa, alegria das crianças.


Uma cafeteria charmosinha fecha a visita.

Para ir embora, é necessário chamar um táxi ou uber, pois não há pontos próximos ao local.

Turismo de aventura ou Ecoturismo

4X4 em Ushuaia
Continuando com a série sobre os diferentes tipos de turismo...
Turismo de aventura ou Ecoturismo



Quem gosta de natureza, acampamentos, mochilão, adrenalina com certeza curte esse tipo de turismo, o de aventura ou ecoturismo. É aquele que você fica a maior parte do seu tempo em contato próximo com o ambiente natural, seja tomando banhos de cachoeiras, fazendo trilhas, rafting, rapel, mergulho, tirolesas, arvorismo, observação de animais... 


Buggi e tirolesa pelas dunas de Genipabu






É um tipo de turismo que exige bastante do corpo, o turista desta categoria deve ter boa forma física, porque o esforço físico pode ser grande. Ah, e não pode ter muita “frescura”. O bom é que há atividades para todos os diferentes corpos, idades, pessoas, desde os mais leves aos moderados e difíceis, basta a pessoa se conhecer e não tentar fazer algo que vai exigir muito mais do que seu corpo pode aguentar.




Andar sobre lagos congelados no Atacama
Já assistiram a programas do tipo Desafio em Dose Dupla, A Prova de Tudo ou Survivorman? Pois é disso que estou falando. A pessoa se refugia na natureza para fugir da loucura do dia-a-dia.
Grampons nos sapatos para caminhas sobre o Glaciar Perito Moreno

Nesse tipo de viagem, a segurança e respeito pelo ambiente devem sempre vir em primeiro lugar: cuidar dos equipamentos e dos acessórios, cuidar de usar roupas e calçados adequados para cada ambiente, tomar bastante água para evitar a desidratação e se alimentar adequadamente, evitar o contato com animais peçonhentos (deixe-os lá, quietinhos), respeitar o ambiente e não deixar nenhuma marca que lembre que você passou por ali (lixo, marcas em árvores...), estudar muito o local onde for visitar e, principalmente, deixar sempre alguém sabendo para onde está indo e quando pretende voltar, caso vá se aventurar por uma trilha em mata fechada, desertos ou locais de difícil acesso. Acho que assistir aos programas do Bear Grills também pode ajudar hehehe.

Nós aqui do blog O que importa é viajar! gostamos do contato com a natureza, mas não é nosso principal foco, gostamos de nos desafiar de vez em quando e ir para algum lugar assim, mas não precisamos ficar imersos totalmente na natureza, apesar de adorarmos paisagens naturais. 
Cavernas em Intervales
Já fizemos trilhas na Chapada dos Guimarães, caminhamos sobre lagos congelados e sobre uma geleira, visitamos as cavernas e fizemos boia-cross no Parque Estadual Turístico do Vale do Ribeira e do Parque Intervales em São Paulo, mas sempre acompanhados por guias e nunca (mas nunca mesmo) acampando na mata, com banho somente de cachoeira, preferimos um hotel ou pousadinha. Como diz minha irmã, “gostamos de um confortinho” hehehe.


Cavernas no Petar
Mas se você é do tipo que gosta de dormir sob as estrelas, tomar banho de cahoeiras e desafiar o corpo, esse é o seu tipo de turismo. Divirta-se!!

terça-feira, 17 de julho de 2018

Geiseres


Geiseres

Você sabe o que é um gêiser? Onde eles se formam? Se há no Brasil?

Um gêiser é uma nascente termal que ocorrem em áreas com vulcanismo intenso.

A água subterrânea em contato com rochas e lava vulcânica localizada logo abaixo da crosta terrestre, se aquecem gradualmente até atingir temperatura elevada, quando atinge o ponto de ebulição, a água é expelida violentamente formando jatos de água quente que por vezes atingem 80 metros de altura. Esses jatos de um modo geral são bastante regulares e precisos o que os torna grandes atrativos turísticos. Por ocorrerem em locais muito específicos, são relativamente raros, mais ou menos mil no mundo todo.

Os principais campos de gêiseres no mundo encontram-se nos EUA (60% dos gêiseres do mundo estão em Yellowstone!), na Islândia e no Deserto do Atacama no Chile.

Provavelmente o gêiser mais conhecido é o Velho Fiel (Old Faithful) localizado no Parque Nacional de Yellowstone (EUA), cuja erupção ocorre a cada 90 minutos aproximadamente e duram de 1 a 5 minutos.

Nós conhecemos o campo de Geisers del Tatio, localizado no Deserto do Atacama no Chile, há aproximadamente 90 km de San Pedro de Atacama. O campo encontra-se há 4.200 metros de altitude. São mais de 80 gêiseres ativos, o que o torna o maior campo de gêiseres do hemisfério sul.




Para visita-lo o melhor é sair da cama bem cedinho, pra chegar ao campo antes do sol nascer. Apesar da temperatura congelante (no dia que estivemos lá, considerando o vento, a temperatura chegou a 15ºC negativos!) o amanhecer é o melhor horário para admirar todo o esplendor do local. Vale a pena o sofrimento hehehe. Depois do nascer do sol você pode ainda se banhar numa nas piscinas naturais de águas termais que completam a paisagem



Será que estávamos com frio?


O Brasil possui um gêiser localizado no parque das águas da cidade mineira de Caxambu.

domingo, 24 de junho de 2018

Museus pelo mundo... São Pedro de Atacama e Ushuaia (Parte VI)

Provando que em qualquer lugar do mundo é possível encontrar museus muito bacanas de serem visitados, aqui estão alguns bem diferentes... No Atacama, um museu do meteorito, onde podemos ver e tocar esses objetos fantásticos e em Ushuaia, um antigo presídio  de arquitetura impar que hoje abriga um museu  que conta a história do lugar... ambos imperdíveis.


São Pedro de Atacama

Museu do Meteorito

É uma coleção particular de meteoros encontrados no Deserto do Atacama. O dono desta coleção é um aficionado por meteoros, juntou uma equipe e foi atrás de vestígios da queda desses corpos celestes. Conseguiu encontrar muitos, todos foram atestados pela NASA. Resolveu então, para nossa alegria abrir um museu e expor essas maravilhas.

A visita é acompanhada por um áudio (em português!), e você vai caminhando pelas diversas vitrines entendendo um pouco mais sobre esses objetos. No final há três meteoros maiores que podem ser tocados. No final, comprei um pedacinho de um meteorozinho, o mais barato que tinha na vitrine (eu acredito que seja real, vai saber né?), mas o que vale é o simbolismo.






Funcionamento: aberto no período da manhã e à noite.

Entrada: $ 3.500 pesos chilenos por pessoa (valores de julho/2015)

Museu Arqueológico

O Museu Arqueológico é uma exposição muito interessante para quem quer conhecer um pouco mais dos antigos povos que habitaram a região, em ordem cronológica, as vitrines mostram alguns artefatos e costumes locais. Conta também a história de Gustavo Le Paige, o padre e artista que se enveredou pela arqueologia e deu início às investigações arqueológicas da cidade e também pintou um pouco do dia a dia local.





Entrada: $ 2.500 pesos chilenos por pessoa (valores de julho/2015)

Ushuaia

Museu do Presídio




A origem da cidade de Ushuaia está no antigo presídio da cidade. Que lugar seria melhor para abrigar os piores condenados da sociedade que o fim do mundo: com um frio absurdo, dificuldades de acesso, longe de tudo e todos?






O presídio foi desativado na década de 1940 e o prédio hoje abriga não só o museu do presídio, como um museu da marinha e um museu de arte também.

O prédio foi construído seguindo o estilo panopticon, com uma área central circular onde ficavam os guardas e de onde podiam ver e ter acesso fácil às celas, que ficavam em corredores que saíam desta parte central e de onde os presos não poderiam vê-los. Esse estilo arquitetônico foi concebido no século XVIII por um filosofo e jurista inglês, como sendo a forma ideal para construção de presídios, escolas e até hospitais.

Vale a pena conhecer, não só para ver a construção, mas para conhecer um pouco da história local.

Palazzo do Doge ou Palazzo Ducale – Veneza


Palazzo do Doge ou Palazzo Ducale – Veneza

A primeira vez que estive em Veneza, em 2013, abri mão de visitar esse lugar, porque além de caro tinha uma fila enorme, mas na segunda vez, como já conhecia os outros pontos turísticos, resolvi aceitar o desafio e não me arrependi.

E é sim um desafio, principalmente físico, porque a construção é enorme! Localizado na Praça de São Marcos, ao lado da catedral, foi construído entre os anos de 1309 e 1424 e é um marco da arquitetura gótica veneziana. 

Por séculos foi sede do governo e da magistratura de Veneza e residência dos Doges (governantes) de Veneza e representa todo o poder e glória de uma época em que Veneza era um importante centro comercial europeu.

Com o fim da república de Veneza no século XVIII (é, Veneza foi uma república independente!), o palácio deixou de ser sede de governo, mas ainda abrigava escritórios administrativos. No Século XX, após restauro, tornou-se sede do museu e foi aberto à visitação.

O que observar?





- a fachada: em estilo gótico é linda e gratuita, uma vez que você pode vê-la da Praça de São Marcos, observe os detalhes das colunas, o mosaico em branco e rosa, a harmonia do conjunto;













- o pátio interno, uma espaçosa área, de onde se observa as belas fachadas internas e a Porta dela Carta;














- as inúmeras salas e ambientes do palácio: é tão grande que você acha que não vai conseguir ver tudo.

Algumas salas eram usadas para reuniões governamentais outras faziam parte da residência dos Doges e de suas famílias, e todas são adornadas por obras de arte belíssimas, tapeçarias e detalhes de construção de fazer qualquer arquiteto babar. 

Não deixe também de olhar para os tetos, totalmente adornados com pinturas e detalhes em dourado, vermelho, um espetáculo!







- não deixe de olhar pelas janelas destas salas e ter um vislumbre do pátio e da cidade por outros ângulos;



- os detalhes: em todas as salas e escadas e janelas tem algum detalhe imperdível. Não é possível ver todos, mas fique atento;

- a passagem pela famosa Ponte dos Suspiros, que liga o Palazzo à prisão e a própria prisão: Pequenos orifícios permitem que você veja a laguna e as embarcações e esse era o último vislumbre dos condenados à prisão, impossível não imaginar o que era passar por aquela ponte sabendo que provavelmente não mais veria a luz do dia, assustador! As celas eram escuras, pequenas e claustrofóbicas.




A  ponte dos suspiros vista de fora do palácio
Uma das portas das celas da prisão
O ingresso pode ser comprado pelo site http://palazzoducale.visitmuve.it/
Preço: EU$ 19