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sexta-feira, 19 de março de 2021

Pastel de nata ou pastel de Belém?

 


Tem assunto mais legal para falar do que comida? Se for doce então, são horas de bate papo!

Você já ouviu falar do pastel de Belém? É um doce típico de Portugal, toda cafeteria, padaria, restaurante, mercado de Portugal vende essa iguaria deliciosa.

É uma massa folhada com um creme quentinho e delicioso, onde você pode salpicar canela. Uma tentação. Quando estive em Portugal comia todo dia! Esse creme, cada confeitaria diz que é segredo de família, então, experimente todos que puder.

Mas o que é o certo: pastel de nata ou pastel de Belém?

O pastel de nata é uma receita que data do século XIX. Nessa época era produzido no Mosteiro dos Jerônimos, em Belém, bem pertinho de Lisboa. Em 1837 foi então inaugurada a loja dos Pastéis de Belém, em um anexo ao mosteiro. Essa tradicional loja existe até hoje e é um ponto turístico imperdível para quem viaja à Portugal.

Lá são vendidos diariamente milhares dessas maravilhas, num ambiente bem agradável. Além dos pastéis, há outras joias da tradicional doçaria portuguesa. Vale muito a visita.

O Pastel de Belém é o doce vendido apenas nessa loja, é uma espécie de marca registrada. Em todas as outras doçarias o que se vende são os pasteis de nata (que é a mesma coisa). Inclusive, os pasteis de nata da loja de Belém, não são, em minha opinião, os mais gostosos. Há duas outras lojas incríveis para se lambuzar em Lisboa: a pequena lojinha chamada Manteigaria (o melhor pastel de todos) e a Fábrica da Nata, também excelente.

Verdade é que esse doce é divino em qualquer lugar. Aqui no Brasil há lojas de doces portugueses que vendem uns maravilhosos.

Se forem à Portugal, não esqueça de colocar esses lugares no roteiro e, se encontrarem alguma doçaria portuguesa aqui no Brasil, não deixe de experimentar!

#pasteldebelém #pasteldenata #Lisboa #Portugal

Você olha ou você vê?


Sempre leio essa frase no facebook. Parece boba né? Mas, vamos pensar um pouquinho...

Às vezes, eu estou procurando por um produto no mercado, olho e olho e procuro nas prateleiras e nada de achar. De repente alguém chega e pega exatamente o que eu estava procurando bem na minha frente. Numa trilha, uma paisagem maravilhosa, morros, árvores e flores e do nada alguém do grupo diz: nossa que aranha mais linda! Você dá um pulo enorme de susto e percebe que, junto com a flor que você estava admirando havia uma aranha incrível. Já aconteceu com você? Mesmo em casa, as vezes a gente procura algo no armário e simplesmente não acha.

Acontece em relação às pessoas a nossa volta também! Com certeza, você já cruzou com um amigo no meio do shopping e não o viu, é ou não é?

O que significa isso, que estamos todos com problemas de visão? Claro que não!

Na maioria dos nossos dias, a gente não olha com a devida atenção, a gente “passa os olhos” apenas! E enxerga uma pequena parcela daquilo que está no cenário. Nossa atenção depende de como estamos naquele momento: se estamos bem e descansados, ela é mais aguçada; se estamos num dia ruim ou cansados ou com pressa, ela se esvai também.

Nos dias de hoje, estamos o tempo todo correndo, com pressa, querendo fazer tudo rápido para seguir para a próxima tarefa: fazer compras rápido para chegar em casa e fazer o jantar; shopping cheio, vou rapidinho até a praça de alimentação para não perder o horário do cinema...

Talvez a gente devesse desacelerar um pouco a nossa vida, organizar melhor, a ponto de, quando estivermos numa atividade, estarmos focados apenas àquela atividade, mesmo que seja fazer compras no mercado! E, quando estivermos numa trilha, aproveitarmos ao máximo aquele momento único e não perder nenhum detalhe, nenhuma florzinha amarela ou teia de aranha.

Ah, eu bem sei o quanto isso é difícil, mas é uma questão de treino, como no texto que escrevi sobre as belezas do outono, alguns dias atrás, as vezes a gente olha para aquele céu lindo, mas nossa cabeça está em tantos lugares diferentes, que nem percebemos a beleza das cores, a gente olha e não vê.

#desaceleresuavida #aproveitecadamomento



Sua mente é o seu único limitador

Você já se sentiu sem ânimo, fracassada, que “nada vai dar certo mesmo então nem vou tentar”, que a vida é difícil, se olhou no espelho de manhã e fez uma careta para o espelho...

Você sabia que a única pessoa que pode deixar você para baixo é... Você? Que você pode ser seu pior inimigo?

Esses sentimentos e sensações são muito mais comuns do que você imagina e todo mundo passa por isso uma hora ou outra. A diferença é a intensidade e importância que cada pessoa dá a isso.

Você já parou de pensar em quantas oportunidades você já perdeu por pensar que não vai conseguir, sem nem tentar? Ninguém disse que você não conseguiria, mas sua mente ficou buzinando que seria difícil e não valia o esforço.

Não espere o incentivo de outras pessoas, nem sempre irão te apoiar, mas isso não importa, simplesmente acredite!

Acredite em você! Você e só você sabe do que é capaz, dos medos que você pode ou não enfrentar, das limitações que você tem (e todo mundo tem, é totalmente normal). Tenha um objetivo, foca nele e vai!

Tenha fé! e aqui a palavra fé tem dois significados: ter fé de cunho religioso, que é muito bom e recomendável desde que não seja um fator limitador para seus sonhos; e ter fé na sua capacidade, no seu conhecimento e esforço, fé que você vai conseguir, mesmo que seja difícil.

Eu acredito, e você?

#acredite #opoderestaemvocê #sonhealto

sexta-feira, 12 de março de 2021

Pandemônio de pandemia!

 


Pandemônio de pandemia!

E hoje está fazendo um ano! Um ano de teletrabalho! Um ano sem almoçar com o pessoal do “trampo”, sem tomar café da manhã na padaria (padoca para os íntimos); um ano sem entrar num shopping (nunca pensei que sentiria saudades da C&A e da Renner), sem comemorar os aniversários dos colegas, sem academia, sem viajar nas férias, sem o almoço de domingo com a família (fazemos por skype, mas não é a mesma coisa) ... quanta coisa deixamos de fazer nesses 365 dias e ainda contando!   

Comecei a valorizar umas coisas que antes passavam despercebidas, como o primeiro hamburguer do McDonald’s, que pedi pelo Ifood: foi como se estivesse saboreando o mais gourmet dos hamburgueres (teve direito a postagem no facebook! Hahaha)

Em casa, além da rotina diária do teletrabalho, muitas séries maratonadas, livros lidos, novas receitas, um tanto de yoga e esteira, (porque o corpo precisa se movimentar), estudos, muitos planos para o futuro...

Fiz tudo isso, me afastei de pessoas, de diversão, de viagens, compras, totalmente consciente de que esse era o certo a se fazer. Muitos me dizem que sou exagerada, que estou deixando a vida passar, afinal, temos que viver o hoje, mas não concordo. Tenho a vida toda pela frente, mas, para isso, preciso preservá-la agora, não só a minha, mas das pessoas que me são caras.

Depois tomaremos todos os cafés com bolos do mundo, comemoraremos todos os aniversários de todos os amigos e viajaremos o mundo (desde que o dólar e o euro colaborem, né?).

Paciência, resiliência, foco em coisas que fazem bem e acreditar que todo esse tsunami vai passar.

E vocês, como estão se sentindo nessa quarentena infinita?

quinta-feira, 11 de março de 2021

É possível confiar?


É possível confiar?

Hoje eu li uma frase no facebook, mais ou menos assim... “Não conte onde dói para ninguém, pois é ali que vão te atacar” ou algo bem parecido.

A princípio, concordei totalmente com ela, afinal, há pessoas que só querem te magoar, machucar e, se elas conhecerem alguma de suas fraquezas, então elas já teriam um alvo certeiro. E os comentários estavam todos seguindo nessa mesma linha de pensamento.

Mas depois, pensando com mais calma, comecei a achar essa frase bastante infeliz, pois vai totalmente contra o que pregam por aí sobre você não segurar tudo para si, não acumular seus medos e dores emocionais, que todos nós precisamos desabafar, dividir nossas neuras para que o mundo fique um pouco mais leve. A nossa vida pessoal não pode ser um livro aberto, mas não precisamos carregar tudo sozinhos!

Vemos sempre notícias e creio que todos conhecemos pessoas que um dia simplesmente “explodiram”, cometendo atos impensáveis (inclusive contra sua própria vida) porque não dividiram suas emoções com ninguém, acumularam tudo. É muito triste isso. Sempre tem uma amiga ou uma pessoa da família que com certeza podemos confiar; quantas vezes, numa conversa de ponto de ônibus, não ouvimos alguma queixa, algum medo, alguma preocupação ou mesmo alguma palavra motivadora de pessoas que nem conhecemos e que não vamos ver nunca mais; nem todos querem o nosso mal!

Numa hipótese extrema, procure ajuda profissional, mas não passe a vida toda acumulando tudo.

O que vocês pensam a respeito disso?

Conversas de ponto de ônibus...

Conversas de ponto de ônibus...

Ponto lotado, todo mundo em pé, esperando um ônibus que demora para passar. O céu está cinza e as pessoas vão se juntando sob a cobertura. Do nada alguém começa a conversar e, para passar o tempo, a outra pessoa responde. Ali começa um papinho descompromissado, geralmente sobre o tempo (ah, hoje chove com certeza!), os preços (você viu o preço do arroz, misericórdia!!), a demora do ônibus, sobre alguma dor, algum alimento (principalmente se for hora de almoço), alguma alegria, para onde a pessoa está indo... sobre o dia a dia, as duas pessoas só querem conversar, falar sobre qualquer coisa...

Quem nunca passou por uma situação assim, que atire o primeiro passe de ônibus!

Pensando nessas conversas descompromissadas que, do nada, temos com estranhos, pensei em começar essa série de pequenos textos sobre assuntos aleatórios, assuntos que poderiam surgir no ponto de ônibus, na fila do banco, no elevador...

Algumas semanas atrás, resolvi ampliar o foco desse blog/página. Já que não estamos viajando, poderia aproveitar esse canal de comunicação para abordar outros temas além de viagem e turismo, como bem-estar, qualidade de vida, livros, filmes, comidas por exemplo. Não vou deixar de postar dicas de viagens e foto incríveis, mas espero que gostem e aproveitem os textos que serão postados conforme os assuntos forem aparecendo. Gratidão por me acompanharem e um abraço sincero!

quarta-feira, 25 de março de 2020

Nariz del Diablo e Ingapirca


O ir de trem até o “Nariz do diabo” é outro item imperdível de uma viagem à Cuenca.

O passeio parte do centro da cidade. Fomos em um tour quase privado, apenas um turista canadense com a gente no carro com o guia.

O trem parte da estação da cidade de Alausi, umas três horas de viagem desde Cuenca pela Carretera 35.

Essa estrada não tem 100 metros que seja de retas, é curva depois de curva e quando você acha que vai ter um respiro, vem outras dez curvas seguidas! Ou seja, seu estômago vai sofrer (tome cuidado com o que você come no café da manhã). Mas o visual é lindo.




Tem paisagem mais linda?


O Nariz del Diablo é uma montanha com encostas muito íngremes, que foi um grande obstáculo para a construção da ferrovia andina no Equador. Para vencê-lo, foi construída uma pista em zigue-zague, numa encosta com queda de quase 500 metros. É considerado um belo exemplo de engenharia até os dias de hoje e uma das rotas de trem mais difíceis do mundo. Durante a construção muitos trabalhadores morreram devido a acidentes e a transmissão da malária.






A paisagem que se mostra pelas janelas é incrível, montanhas escarpadas, o vale estreito do Rio Chanchán, as rochas íngremes. O trecho em zigue-zague é o auge do passeio, pois há a troca da locomotiva para continuidade do percurso que vai da estação de Alausi até a estação de Sibambe.

No caminho há um aparada no mirante do nariz del diablo, de onde se pode tirar fotos da montanha e do trem e curtir a paisagem.




A estação final de Sibambe possui um restaurante e uma área de exposição da cultura local.

Aquela montanha, alí no fundo, é o nariz del diablo


Ali assistimos uma apresentação de dança e música típicas andinas; com guia local visitamos o Complexo Histórico Nizag as instalações de uma casa típica, um museu, mostras de como é feita uma bebida típica, o Charuarmishqui, uma explicação sobre o nome nativo da montanha Cóndor Puñuma, que significa ninho do condor. nesse lugar também é possível comprar artesanato e o cd com as músicas apresentadas no show (claro que eu comprei, adoro música andina)








Após algumas horas, voltamos para a estação de Alausi.

Use roupas confortáveis, mas previna-se para um friozinho que pode aparecer, mesmo no verão.









Na volta para Cuenca, fizemos ainda uma parada num dos complexos arqueológicos mais importantes do Equador, chamado de Ingapirca, para mim, a parte mais legal do passeio, pois adoro a cultura Inca.

Nesse sítio, percebe-se a mescla das culturas Cañari (construtora original) e Inca que ocupou a região em torno do século XV (os Incas ocuparam pouco tempo os territórios equatorianos, mas deixaram marcas na paisagem e na cultura local).




Os cañaris eram o povo original desta região do Equador até a chegada dos Incas. Sua cultura é rica e influencia os povos locais até hoje.

Em Ingapirca é possível ver áreas cerimoniais, tumbas coletivas, áreas residenciais, silos para alimentação, áreas comuns e o ápice do passeio, principal templo inca no Equador, o Templo Elíptico ou Templo do Sol, onde é possível ver o requinte da arquitetura inca com as pedras perfeitamente encaixadas, comuns também em Macchu Picchu, é maravilhoso.



Templo do Sol





Olha a perfeição desse muro de pedras!



Atravessando o complexo também há uma parte dos famosos Caminhos Incas, que se espalham por toda América do Sul Andina. Que cultura rica e maravilhosa foi a cultura Inca.






Para saber mais:
http://trenecuador.com/es/expediciones/nariz-del-diablo/
https://naturegalapagos.com/es/tren-ecuador/tren-nariz-del-diablo-ecuador