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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Como tirar o passaporte de emergência?


Imagina a cena: Passagens e seguros comprados, hotéis reservados, iniciando as malas, separando os documentos e de repente, você vai pegar seu passaporte e... ele venceu há dois meses atrás! Isso aconteceu comigo, ia viajar com minha mãe para a Itália, embarcaríamos na sexta-feira e, na segunda-feira ela percebeu que o passaporte tinha vencido há alguns meses! Foi um choque de disparar o coração! A maioria dos países exige que seu passaporte tenha validade mínima de 6 meses e o dela simplesmente vencido!

O que fazer nessas horas?

Graça aos deuses a Polícia Federal (PF) tem um serviço de emissão de passaportes de emergência! No site da PF estão explícitos os motivos que dão direito ao cidadão a tirar esse tipo de passaporte, são eles: “catástrofes naturais; conflitos armados; necessidade de viagem imediata por motivo de saúde do requerente, do seu cônjuge ou parente até segundo grau, para a proteção do seu patrimônio, por necessidade do trabalho, por motivo de ajuda humanitária; interesse da Administração Pública ou outra situação emergencial cujo adiamento da viagem possa acarretar grave transtorno ao requerente”. O caso de minha mãe era puro esquecimento mesmo, mas mesmo assim, procuramos a PF para requerer o passaporte.

Como fazer para retirar o passaporte de emergência?

Entre no site da polícia federal, preencha o formulário próprio e pague a taxa; por ser provisório, ela é um pouco mais cara (a taxa pode ser paga na hora, no posto de serviço bancário, caso você vá à sede da PF).

Vá até um posto da PF com documentos de identidade, passaporte antigo, comprovante do motivo para retirada de um passaporte de emergência e os documentos exigidos para retirada do passaporte comum.

Nós chegamos à PF bem cedo, para nossa surpresa, já tinha várias pessoas lá para tirar o mesmo tipo de passaporte, acho que isso acontece com mais gente do que eu imaginava.
Lá, entregamos os documentos e escrevemos uma carta justificando o motivo do pedido desse passaporte. Escrevemos a verdade.

Realmente eu estava com medo de não ser autorizado a emissão, depois de ler todos os motivos prováveis, sabia que o nosso não era lá tão importante assim. Aguardamos umas duas horas até a chegada do responsável por esse serviço. Por sorte há pessoas muito legais nesses lugares. Esse técnico nos tranquilizou, dizendo que o documento seria emitido, que teria validade de apenas 6 meses e que alguns países poderiam não aceita-lo. Achamos que levaria pelo menos 24 horas para ficar pronto, mas para nossa surpresa, ficaria pronto naquele mesmo dia. Minha mãe saiu de lá naquela tarde com o passaporte em mãos.

O alívio foi grande! Quando passamos pela imigração no aeroporto de Frankfurt, houve algumas perguntas sobre o porquê daquele passaporte ser diferente, então se prepare para responder algumas questões.

Apesar da existência desse serviço, fique atento à validade do seu passaporte, não deixe para verificar somente na véspera da viagem. Por sorte tínhamos uns dias antes de embarcar, mas já imaginaram se não tivéssemos?

Fique atento e boa viagem!


Fonte: http://www.pf.gov.br/servicos/passaporte/passaporte-de-emergencia/passaporte-de-emergencia

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Ilha Elephanta (Elephanta Island)



Ilha Elephanta (Elephanta Island)

A ilha Elephanta fica a 11 km do porto de Mumbai, recebeu esse nome devido à escultura de elefante que existia na entrada da ilha. Pegamos um barco e lá foram, atravessando a baía de Mumbai, com seus barcos de pesca e navios.



A ilha possui três aldeias e aproximadamente 1.200 habitantes fixos que vivem da cultura de arroz, pesca e do turismo. O transporte para a ilha sai regularmente do cais localizado próximo.

Algo que choca quando chegamos na ilha é a quantidade de lixo, infelizmente, isso tira um pouco da magia holística do lugar.



Ao descer do barco, uma caminhada te leva até o início da subida para a caverna principal. Nesse caminho, inúmeras barracas com todo tipo de ornamentos, roupas, objetos de decoração, muito bonitos, vale a pena dá uma olhada se tiver tempo.

Patrimônio da Humanidade da UNESCO, a ilha possui vários sítios arqueológicos, sendo o principal deles a Caverna Elephanta, um conjunto arquitetônico esculpido na rocha e dedicado ao deus Shiva.

A caverna possui inúmeras esculturas em relevo representando várias facetas de Shiva (dançarino, yogui, casamento com sua consorte Parvati); no interior, uma espécie de “capela” abriga uma das mais significativas menções à Shiva, um linga, uma rocha de aspecto arredondado que representa a masculinidade; contudo, talvez a escultura mais relevante e seja a grande cabeça representando os três aspectos de Shiva: criador, mantenedor e destruidor (ao lado).



Olha a grandiosidade dessas colunas e dessas esculturas em pedra, é magnífico!






Tudo nesta caverna principal é exuberante e magnífico, as esculturas em relevo são enormes e para cada parede que você olha, uma escultura diferente salta aos olhos. Vale muito a pena conhecer!


Depois de ter visitado a caverna principal, dê uma volta ao redor da colina e você encontrará outras entradas para salões que eram usados para orações, com esculturas ou colunas trabalhadas na rocha, além de ter a feliz companhia de grupos enormes de macaquinhos.










Esses nossos amiguinhos as vezes são meio intrometidos, e ficam em grupos. Observamos que os seguranças andam com uma varinha e ficam o tempo todo espantando os macaquinhos quando eles se aproximam muito dos visitantes, não se enganem, se eles conseguirem vão pegar seus pertences, pois são muito curiosos.

O melhor a fazer é deixá-los em paz e só observá-los.





Essa ilha é mais um dos inúmeros patrimônios da humanidade da Unesco que existem na Índia, é um local impressionante e vale muito a pena visitar.




domingo, 14 de outubro de 2018

Los Angeles - Hollywood





Fomos para Hollywood de metrô e logo na saída, está a Calçada da Fama, uma sequência de estrelas douradas no chão da calçada de vários quarteirões. Andamos até o Teatro Chinês, onde ficam as mascar dos pés e mãos de famosos de várias épocas do cinema, desde os mais recentes sucessos, como os atores de Harry Potter, até Judy Garland, Fred Astaire, Shirley Temple, entre outros.




Eu achei essa calçada decepcionante, achei que seria algo mais grandioso e na verdade é apenas a calçada da entrada do Teatro Chinês. Mas afinal, estávamos em Hollywood, então curti tudo.














8 dias em Las Vegas (Nevada) e Grand Canyon (Arizona)


8 dias em Las Vegas (Nevada) e Grand Canyon (Arizona)

Como conciliar Las Vegas e Grand Canyon com outras atrações da região? Olha que roteiro maneiro!

Para conhecer bem essa região, recomendamos alugar um carro em Las Vegas. Se estiver em quatro pessoas, alugue um carro grande, com espaço para malas e divida o valor; se estiver em casal, alugue um carro menor (que caiba suas malas, claro), com preço mais em conta. Alugar carro nos EUA é muito fácil e, de certa forma barato. Rodamos três Estados em rodovias excelentes e não pagamos um único pedágio sequer!

Uma dica importante é ficar esperto quanto à legislação de trânsito para não levar uma multa. 

Juntamente com as chaves do veículo, você receberá um manual com as principais normas de trânsito, perca uns minutinhos e leia com atenção.

Primeiro dia:

-            Chegada aeroporto de Las Vegas
-            Pegar o carro na locadora (pegue o transporte na saída do aeroporto, que te levará até a área das locadoras de automóveis, que ficam todas juntas
-            Dirija até o hotel reservado (nós ficamos no Luxor, então os mapas deste roteiro partirá sempre desse hotel, ok?)
-            Almoço no Arby’s (sugestão)
-            Ida ao Wal Mart


Obs.: há vários endereços de Arby’s e Wal mart, procure um mais próximo ao seu hotel, ok?)

Segundo dia: Compras

Las Vegas tem dois grandes Outlets da rede Premium Outlets, um ao sul, outro ao norte, veja qual é o mais perto do seu hotel; nós escolhemos o norte, porque é o maior dos dois.
-            Café da manhã no I-Hop (loja com panquecas deliciosas)
-            Outlet Norte ou Sul
-            Casinos


Terceiro dia: Represa Hoover

-            Represa Hoover (chegar bem cedo para não pegar filas enormes)
-            Museu atômico – National Atomic Testing Museum (horário visitas: das 10 às 17 horas)
-            Almoço: hambúrguer no Five Guys
-            Ida ao Target (mercado)
-            Shopping Forum – Ceasar’s Palace
-            Jantar no Cheesecake Factory (Shopping Forum)
-            Casinos


Quarto dia: Passear pela Las Vegas Boulevard

-            Conhecer a loja do programa Trato Feito (History Channel) – Gold and Silver Pawn Shop
-            Ida ao Cycle Gear (loja para aficionados por motos e afins)
-            Ida ao Fashion Show Mall
-            Andar pela Las Vegas Boulevard (durante o dia para ver o movimento e entrar nos casinos; e à noite, para se deslumbrar com a iluminação dos diversos hotéis e casinos)


Quinto dia: Las Vegas – Grand Canyon

Para ir até o Grand Canyon, pegue a Rodovia 93, até a cidade de Kingman; aqui, se tiver interesse, desvie um pouco o caminho e siga pela Rota 66 até a cidade de Seligman, são uns 150 km, mas essa rodovia é histórica e super famosa, vale a pena o desvio.
-            Rodovia 93; Rota 66 até Seligman
-            Almoce em Seligman, ande um pouco pela cidade, há replicas dos personagens da animação Carros (Disney)
-            De Seligman, siga até Willians, onde pegará a saída para o Grand Canyon
-            Siga até Tusayan (caso se hospede no vilarejo) ou siga até a portaria do Grand Canyon (caso vá se hospedar no parque)
-            Por do sol no Grand Canyon


Sexto dia: Grand Canyon

-            Grand Canyon (Roteiro do Parque)

Sétimo dia: Sobrevoo e Cratera do Meteoro

-            Marque um sobrevoo pelo Grand Canyon logo cedo, antes do café da manhã (saídas de várias empresas em Tusayan)
-            Após o voo, tome seu café da manhã em Tusayan
-            Dirija pela rodovia 180 até a cidade de Flagstaff e , de lá, pegue a rodovia 40 até a famosa Cratera do Meteoro do Arizona (uma cratera de mais de 1 km de diâmetro no meio do deserto!)
-            Na volta, pare para tomar um café em  Flagstaff
-            Por do sol e jantar no Grand Canyon


Oitavo dia: Retorno para Las Vegas

-            Faça o caminho de volta para Las vegas, saia bem cedo para não perder o dia todo na estrada
-            Em Las Vegas, se hospede mais uma noite (se conseguir, escolha outro hotel, para ampliar a experiência) e curta um passeio noturno pela Boulevard (Hotéis: Venitian, show das fontes do hotel Bellagio, show de fogos no hotel Mirage entre outros)

Na manhã seguinte, siga para o Aeroporto ou faça como a gente e dirija até Los Angeles para mais 6 dias de diversão.

O roteiro  de Los Angeles é o próximo a ser postado, fique de olho!

E aí, gostou? Se utilizou esse roteir, escreva pra gente e conte como foi!

Tem alguma sugestão? Escreva também e divida com amgente suas opiniões!

domingo, 30 de setembro de 2018

Onde comprar produtos eletrônicos em Nova York?



Onde comprar produtos eletrônicos em Nova York?

Para comprar eletrônicos, a mais famosa e comum é a Best Buy, tem várias espalhadas pela cidade, próximas ao metrô, fácil de encontrar. Para comprar aqui, é necessário que você tenha feito uma boa pesquisa de preços antes mesmo de sair do Brasil, muitas vezes convertendo a moeda e o fato de não ter a garantia, já que você está comprando no exterior, não vale a pena comprar, melhor pela internet ou em lojas brasileiras mesmo.

Mas por outro lado, nos EUA você vai encontrar produtos que ainda não chegaram por aqui, aí sim, vale a pena comprar. Nós compramos o Google Chromecast, pois depois de pesquisarmos o preço, consideramos que valia a pena.

Por puro acaso, entramos numa outra loja de eletrônicos e, essa sim, tem muitos produtos a preços bons: a B & H.

É uma loja enorme, com tudo que você imaginar em eletrônicos, fotos, som, acessórios. Achamos os preços bem melhores que os da Best Buy. O que dificulta é que só tem uma loja e é preciso andar um pouquinho pra chegar. Fica na 420 9th Ave. at 34th St., Garment District. O site é: http://www.bhphotovideo.com/.

Mumbai



Mumbai

Mumbai (antiga Bombaim ou Bombay) é a capital econômica da Índia e maior cidade do país, com mais de 12 milhões de pessoas só no centro urbano, sendo um grande centro comercial e industrial no país. Apresenta também grande movimentação portuária.

É uma mescla de riqueza e pobreza, feio e bonito... típico da Índia!





É sede das grandes corporações indianas como a Tata, e da maior indústria mundial de cinema, a grande Bollywood, que concorre diretamente com Hollywood.

É um típico centro urbano indiano, com um trânsito caótico, muita, mas muita gente nas ruas, vacas caminhando tranquilamente, pobreza, lixo e todo o pacote que vem junto.





O que fazer em Mumbai?

- admirar o Portal da Índia, um monumento em basalto com mais de 25 metros de altura, construído para festejar a visita do Rei Jorge V e de sua esposa, a Rainha Maria, que visitaram a Índia em 1911. Fica perto do cais de onde saem as embarcações para visitar a Ilha Elephanta, em frente ao Hotel Taj Mahal.



- admirar a bela fachada do Hotel Taj Mahal, que foi inaugurado em 1903; um luxo só que já teve como hóspedes grandes personalidades artísticas, representantes da realeza europeia e chefes de estado.

- o skyline a partir de um passeio de barco pela baia, um belo visual de onde se vê o Hotel Taj Mahal, o Portal da Índia, as embarcações pesqueiras e de turismo, gaivotas e mergulhões.




- visitar o Museu Chhatrapati Shivaji Maharaj Vastu Sangrahalaya (antigo museu Príncipe de Gales das Índias Ocidentais); principal museu de Mumbai, com uma bela coleção de arte, arqueologia e história.



- Kamala Nehru e Mani Bhavan, casa onde Mahatma Gandhi viveu quando morou em Mumbai, museu com livros, objetos e história da vida de Mahatma Gandhi.


- jantar e se divertir no Leopold, restaurante que ficou famoso por ter sido palco de um ataque terrorista há alguns anos. Hoje é bem seguro e animado, fique tranquilo!



- Estação de trens Chhatrapati Shivaji, a principal de Mumbai, é enorme e absurdamente movimentada, diariamente são milhares e milhares de pessoas em suas plataformas; tem uma arquitetura incrível e, ao cair da noite, a iluminação dá um ar especial ao local. Em frente a ela, tem até uma plataforma para os turistas tirarem suas fotos no melhor ângulo. Vale a pena passar por lá no final da tarde.





- Ilha Elephanta: veja o post exclusivo sobre esse monumento.



Caruaru e Nova Jerusalém



Caruaru e Nova Jerusalém

Ah, Caruaru! Capital do forró, dos bonecos de barro de Mestre Vitalino, da feira de Caruaru, da banda de pífanos, dos cordéis, do “maior” São João do Brasil, de Austregésilo de Athayde.

Caruaru fica a 130 km de Recife no Agreste Pernambucano, é polo médico-hospitalar e turístico da região e é a maior cidade do interior de Pernambuco.

Possui relevo movimentado e faz parte da província geoambiental da Borborema; é cortado por rios perenes; o clima é o semiárido, com verões quentes e secos e invernos amenos e relativamente chuvosos. A vegetação típica é a caatinga.

Na cidade, conhecemos dois locais emblemáticos: o Museu do Barro e a Feira de Caruaru.

Museu do Barro


O Museu do Barro Espaço Zé Caboclo possui espaços destinados tanto à música quanto ao artesanato.






Na música, há salas com objetos que pertenceram ao rei do baião, Luiz Gonzaga, sempre com suas músicas tocando ao fundo. Luiz Gonzaga nasceu em Exu, no Pernambuco em 1912; é uma bela homenagem ao artista que tanto representa o nordeste brasileiro. Ainda na música, noutra sala há uma homenagem a fabulosa Elba Ramalho, com roupas utilizadas em shows, fotos, adereços. Elba nasceu na Paraíba e é uma grande representante da música popular brasileira e dos ritmos nordestinos.



No segundo andar do museu, ficam as salas destinadas às obras em barro, muito típicas dessa região, com muitas obras de Mestre Vitalino, Abelardo Rodrigues e outros artesão do Alto Moura. 



As esculturas em barro sempre retratam figuras do dia a dia, como barbeiros, padres, cangaceiros, animais e outros. É um museu que vale a pena conhecer.


Feira de Caruaru

Com mais de 200 anos de existência, a Feira de Caruaru é uma das maiores feiras livres do Brasil e hoje é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. O local começou como ponto de parada de vaqueiros que conduziam o gado entre o interior e o litoral do Estado. 





São centenas de barracas onde é possível encontrar de tudo e mais um pouco: artesanato, roupas, alimentos, há uma área destinada apenas para os produtos “chineses”, aquelas coisinhas que encontramos em todos os lugares, coisinhas que só se encontra numa feira no nordeste. De um modo geral há sempre centenas de barracas em funcionamento, mas há alguns dias especiais, onde todas as barracas estão vendendo, verifique os dias no portal da feira (http://feiradecaruaru.com/portal/).


Luiz Gonzaga resumiu muito bem o que é essa miscelânea de culturas na música A Feira de Caruaru...

A Feira de Caruaru,
Faz gosto a gente vê.
De tudo que há no mundo,
Nela tem pra vendê,
Na feira de Caruaru.
Tem massa de mandioca,
Batata assada, tem ovo cru,
Banana, laranja, manga,
Batata, doce, queijo e caju,
Cenoura, jabuticaba,
Guiné, galinha, pato e peru,
Tem bode, carneiro, porco,
Se duvidá... inté cururu.
Tem cesto, balaio, corda,
Tamanco, gréia, tem cuêi-tatu,
Tem fumo, tem tabaqueiro,
Feito de chifre de boi zebu,
Caneco acuvitêro,
Penêra boa e mé de uruçú,
Tem carça de arvorada,
Que é pra matuto não andá nú.
Tem rêde, tem balieira,
Mode minino caçá nambu,
Maxixe, cebola verde,
Tomate, cuento, couve e chuchu,
Armoço feito nas torda,
Pirão mixido que nem angu,
Mubia de tamburête,
Feita do tronco do mulungú.
Tem loiça, tem ferro véio,
Sorvete de raspa que faz jaú,
Gelada, cardo de cana,
Fruta de paima e mandacaru.
Bunecos de Vitalino,
Que são cunhecidos inté no Sul,
De tudo que há no mundo,
Tem na Feira de Caruaru.

Saímos de Caruaru por volta das 16 horas, em direção ao teatro a céu aberto de Nova Jerusalém. No caminho, um vislumbre de final de tarde do sertão nordestino e da caatinga.


O teatro de Nova Jerusalém fica no distrito de Fazenda Nova, no município de Brejo da Madre de Deus, a 202 km de Recife. É uma enorme área com diversos cenários diferentes que representam toda a história da Paixão de Cristo. Nele, a plateia é parte da apresentação e vai caminhando pelos cenários conforme a encenação vai acontecendo. Por volta de 500 atores e figurantes participam da peça que é apresentada todos os dias durante a Semana Santa e mais de 250 mil pessoas assistem o espetáculo anualmente. Ficamos com muita vontade de assistir ao espetáculo.

Esse teatro foi idealizado por Plínio Pacheco (esse aí do lado, jornalista gaúcho que se apaixonou pela filha do criador da antiga encenação da paixão de Cristo que acontecia nas ruas de Brejo da Madre de Deus na década de 1950. Após o casamento, a ideia de construir cenários que representassem Jerusalém nos anos de Cristo tomou forma e ficou mais forte e as obras começaram em 1963. Em 1968 ocorreu a primeira apresentação e desde então os espetáculos veem acontecendo ano após anos, no maior teatro a céu aberto do mundo. Plínio Pacheco acompanhou de perto, até sua morte, ano após ano toda a preparação para as apresentações anuais.

São mais de 100 mil metros quadrados: (https://www.novajerusalem.com.br/mapa-da-cidade)









Chegamos para a visita por volta das 17:30 e fomos recepcionados por um senhorzinho vestido a caráter que serviu de guia para explicar todos os cenários e tudo o que acontece ali durante as apresentações. Que energia ele tinha, no auge de seus mais de 80 anos! Corríamos atrás dele para não perder as explicações; de quebra ele ainda nos falava sobre a vegetação local: xique-xique, mandacarus, e outras espécies típicas do sertão nordestino. Tudo nesse lugar remete aos anos de Cristo, os adereços, vestimentas, construções, é uma viagem no tempo.











Com o por do sol, caminhamos para á área onde ficavam a pousada, lojas e o restaurante.
Todos nós vestimos roupas romanas de época para o jantar a caráter.











Durante o jantar servido no cenário da Santa Ceia (self service com sobremesa, incluído no pacote) houve apresentações de danças características da época de Cristo. Noite, luzes especiais, som ambiente, cenário de época, roupas de época... 


É emocionante, como a representação de tudo aquilo acaba te transportando ao passado.









Após o jantar, tiramos nossas roupas romanas e fomos assistir a uma apresentação de danças nordestinas na área da piscina (xote, xaxado, forró, quadrilha).

Saímos de lá por volta das 19h30m e chegamos por volta das 22h em Recife.

Foi um dia incrível, recomendamos a todos que façam esse passeio. Conhecer o sertão nordestino, Caruaru, ter um gostinho da cultura local na feira de Caruaru e no Museu do Barro, viajar no tempo em Nova Jerusalém, foi um dos pontos fortes da nossa viagem ao Recife.