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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Mendoza


Localizada no oeste da Argentina, Mendoza é uma cidade charmosa com aproximadamente 115 mil habitantes, capital da província de Mendoza e fica a aproximadamente 1.100 km de Buenos Aires.

A localização de Mendoza é privilegiada pelas belíssimas paisagens ao redor. Próxima à Cordilheira dos Andes, é possível observar belas montanhas nevadas por onde a vista alcance. A cidade também é ponto de partida para mochileiros e escaladores que pretendem chegar ao Aconcágua, o pico mais alto dos Andes. As vistas são de cair o queixo, por todo o lado que olhamos só vemos belezas naturais. Somando-se a essa natureza incrível, temos as vinícolas ao redor da cidade, uma combinação e tanto.

O clima predominante é o árido, com temperaturas que variam entre 25º no verão e inferiores a 10º no inverno, não sendo raros os eventos de neve no inverno.

Fomos num final de semana prolongado, graças a voos diretos entre São Paulo e Mendoza. Para conhecer o básico, 3 dias são suficientes, contudo, para conhecer melhor os arredores e mais vinícolas vale a pena permanecer mais dias na região.

Quanto aos preços, Mendoza é conhecida como uma cidade cara, na época em que a visitamos consideramos os preços elevados, tanto que não compramos nenhuma garrafa de vinho (os preços estavam muito próximos ou até superiores aos praticados aqui no Brasil).

Descubra com a gente o que fazer em 3 dias em Mendoza, um lugar que, com certeza, voltaremos em breve.

1º dia: Degustação de vinhos e azeites

Mendoza está no centro dos negócios vinícolas na Argentina, possui uma ampla variedade de vinhas, das quais se destaca com louvor a Malbec, cuja qualidade e distinção garantiram o registro de Denominação de Origem Controlada (DOC). Visitar uma ou mais vinícolas é obrigatório pra quem se aventura por Mendoza. Há inúmeras vinícolas abertas a visitação e você pode contratar translados para todas elas. Vale a pena visitar quantas você conseguir.

Nós visitamos a propriedade Família Cassona, uma pequena Cave de vinhos de produção familiar. A degustação apresentou-nos uma variedade de 4 vinhos. Os preços eram meio elevados, então não compramos nenhuma garrafa, mas o que houve de mais legal nessa visita, além da degustação foi a paisagem: vinhas e montanhas nevadas ao fundo é um cenário que realmente merece um momento de contemplação.



Nossa segunda visita do dia foi numa Olivícola (que produz azeites) chamada Laur (http://www.olvlaur.com/olivicola.html).

A Laur foi fundada em 1906 e hoje produz azeites finos, aceto balsâmico e produtos derivados do azeite como cremes e hidratantes.




A visita começa com um tour pela propriedade, onde são apresentados diferentes tipos de oliveiras (ao lado), segue pelo museu onde se vê a maquinaria antiga utilizada para a extração do óleo e pela fábrica atual com os modernos equipamentos. Numa próxima parada, conhecemos onde são armazenados além do azeite, também o aceto balsâmico.

Por último, uma degustação deliciosa de diferentes tipos de azeites e acetos balsâmicos. A loja também permitia uma prova de cremes e hidratantes produzidos a partir do azeite de oliva.

O aceto balsâmico produzido por eles mantém a qualidade da principal região mundial de produção desse produto, Módena na Itália. Eles possuem 3 tipos de balsâmicos à venda, um importado de Módena (maturação 3 anos), e dois produzidos por eles, um da marca Laur e outro da marca Millan, com diferenças de tempo de maturação. Nós compramos o Millan produzido por eles com maturação de 1 ano, simplesmente divino, espesso, doce, dava vontade de comer de colher!

Quanto aos azeites, também possuem uma qualidade excelente, perfumados e com acidez na medida certa. Vale a pena comprar, já que no Brasil só encontramos esse produto num único site.








Após essa deliciosa degustação de azeites, fomos almoçar numa vinícola que incluía almoço com harmonização de vinhos. Que delícia.

O local chama-se El Enemigo e pudemos saborear uma refeição incrível composta por entrada, prato principal e sobremesa, acompanhada por três diferentes vinhos que harmonizavam perfeitamente (veja as fotos, se não dá água na boca).

Além de um almoço incrível, o local está situado entre belas paisagens com montanhas nevadas ao fundo.









Esse dia foi simplesmente perfeito, comemos bem, bebemos bem e vimos paisagens incríveis!

2º dia: Cordilheira dos Andes e vista do Pico Aconcágua

Nosso segundo dia foi mais aventureiro. Nosso guia nos levou pela rodovia que corta a cordilheira a 112 km da cidade de Mendoza, até alcançarmos um mirante que nos permitia observar o Aconcágua, com seus 6.961 metros de altitude.






Após uma pequena caminhada, vislumbramos ele, o pico mais lindo, o Aconcágua.






Fiquei um tempo admirando, na verdade acho que naquele momento, não queria mais sair daquele lugar, não queria mais tirar os olhos dele. É uma emoção, uma alegria poder chegar perto daquela beleza toda, faz a gente se sentir humilde, pequeno diante de tanta grandeza.







Na volta, paramos noutro monumento, a Ponte del Inca. Esse lugar, a mais de 2.700 metros de altitude, era conhecido desde os tempos pré-colombianos devido a suas águas termais. Em 1917 foi iniciada a construção de um hotel luxuoso para aproveitar os benefícios das águas termais, que foi destruído por uma enchente na década de 1960.




A coloração das rochas deve-se aos diversos minerais que compões as rochas e as águas. 





A bandeira colorida está em todos os lugares ligados aos povos andinos, vimos ela em vários locais... é tão bonita!


Também é possível ver vicunhas pelo caminho.

3º dia: Caminhada por Mendoza

Caminhar por Mendoza é uma delícia, suas praças e ruas retas e arborizadas são um convite ao passeio. Segundo nossos guias, as árvores são uma necessidade para manter o ambiente confortável para os habitantes e são plantadas e mantidas pelo governo local.


O mercado municipal é uma parada obrigatória, onde podemos encontrar produtos regionais: vinhos, azeites, doce de leite.





A cidade é muito arborizada, tem muitas praças e ruas para pedestres.






Há também excelentes restaurantes e, como é de se esperar, toda refeição deve ser regada a vinho e, como entrada, não pode faltar nunca as famosas empanadas, são deliciosas e vale a pena comer quantas você for possível.


sábado, 16 de fevereiro de 2019

Como tirar o passaporte de emergência?


Imagina a cena: Passagens e seguros comprados, hotéis reservados, iniciando as malas, separando os documentos e de repente, você vai pegar seu passaporte e... ele venceu há dois meses atrás! Isso aconteceu comigo, ia viajar com minha mãe para a Itália, embarcaríamos na sexta-feira e, na segunda-feira ela percebeu que o passaporte tinha vencido há alguns meses! Foi um choque de disparar o coração! A maioria dos países exige que seu passaporte tenha validade mínima de 6 meses e o dela simplesmente vencido!

O que fazer nessas horas?

Graça aos deuses a Polícia Federal (PF) tem um serviço de emissão de passaportes de emergência! No site da PF estão explícitos os motivos que dão direito ao cidadão a tirar esse tipo de passaporte, são eles: “catástrofes naturais; conflitos armados; necessidade de viagem imediata por motivo de saúde do requerente, do seu cônjuge ou parente até segundo grau, para a proteção do seu patrimônio, por necessidade do trabalho, por motivo de ajuda humanitária; interesse da Administração Pública ou outra situação emergencial cujo adiamento da viagem possa acarretar grave transtorno ao requerente”. O caso de minha mãe era puro esquecimento mesmo, mas mesmo assim, procuramos a PF para requerer o passaporte.

Como fazer para retirar o passaporte de emergência?

Entre no site da polícia federal, preencha o formulário próprio e pague a taxa; por ser provisório, ela é um pouco mais cara (a taxa pode ser paga na hora, no posto de serviço bancário, caso você vá à sede da PF).

Vá até um posto da PF com documentos de identidade, passaporte antigo, comprovante do motivo para retirada de um passaporte de emergência e os documentos exigidos para retirada do passaporte comum.

Nós chegamos à PF bem cedo, para nossa surpresa, já tinha várias pessoas lá para tirar o mesmo tipo de passaporte, acho que isso acontece com mais gente do que eu imaginava.
Lá, entregamos os documentos e escrevemos uma carta justificando o motivo do pedido desse passaporte. Escrevemos a verdade.

Realmente eu estava com medo de não ser autorizado a emissão, depois de ler todos os motivos prováveis, sabia que o nosso não era lá tão importante assim. Aguardamos umas duas horas até a chegada do responsável por esse serviço. Por sorte há pessoas muito legais nesses lugares. Esse técnico nos tranquilizou, dizendo que o documento seria emitido, que teria validade de apenas 6 meses e que alguns países poderiam não aceita-lo. Achamos que levaria pelo menos 24 horas para ficar pronto, mas para nossa surpresa, ficaria pronto naquele mesmo dia. Minha mãe saiu de lá naquela tarde com o passaporte em mãos.

O alívio foi grande! Quando passamos pela imigração no aeroporto de Frankfurt, houve algumas perguntas sobre o porquê daquele passaporte ser diferente, então se prepare para responder algumas questões.

Apesar da existência desse serviço, fique atento à validade do seu passaporte, não deixe para verificar somente na véspera da viagem. Por sorte tínhamos uns dias antes de embarcar, mas já imaginaram se não tivéssemos?

Fique atento e boa viagem!


Fonte: http://www.pf.gov.br/servicos/passaporte/passaporte-de-emergencia/passaporte-de-emergencia

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Ilha Elephanta (Elephanta Island)



Ilha Elephanta (Elephanta Island)

A ilha Elephanta fica a 11 km do porto de Mumbai, recebeu esse nome devido à escultura de elefante que existia na entrada da ilha. Pegamos um barco e lá foram, atravessando a baía de Mumbai, com seus barcos de pesca e navios.



A ilha possui três aldeias e aproximadamente 1.200 habitantes fixos que vivem da cultura de arroz, pesca e do turismo. O transporte para a ilha sai regularmente do cais localizado próximo.

Algo que choca quando chegamos na ilha é a quantidade de lixo, infelizmente, isso tira um pouco da magia holística do lugar.



Ao descer do barco, uma caminhada te leva até o início da subida para a caverna principal. Nesse caminho, inúmeras barracas com todo tipo de ornamentos, roupas, objetos de decoração, muito bonitos, vale a pena dá uma olhada se tiver tempo.

Patrimônio da Humanidade da UNESCO, a ilha possui vários sítios arqueológicos, sendo o principal deles a Caverna Elephanta, um conjunto arquitetônico esculpido na rocha e dedicado ao deus Shiva.

A caverna possui inúmeras esculturas em relevo representando várias facetas de Shiva (dançarino, yogui, casamento com sua consorte Parvati); no interior, uma espécie de “capela” abriga uma das mais significativas menções à Shiva, um linga, uma rocha de aspecto arredondado que representa a masculinidade; contudo, talvez a escultura mais relevante e seja a grande cabeça representando os três aspectos de Shiva: criador, mantenedor e destruidor (ao lado).



Olha a grandiosidade dessas colunas e dessas esculturas em pedra, é magnífico!






Tudo nesta caverna principal é exuberante e magnífico, as esculturas em relevo são enormes e para cada parede que você olha, uma escultura diferente salta aos olhos. Vale muito a pena conhecer!


Depois de ter visitado a caverna principal, dê uma volta ao redor da colina e você encontrará outras entradas para salões que eram usados para orações, com esculturas ou colunas trabalhadas na rocha, além de ter a feliz companhia de grupos enormes de macaquinhos.










Esses nossos amiguinhos as vezes são meio intrometidos, e ficam em grupos. Observamos que os seguranças andam com uma varinha e ficam o tempo todo espantando os macaquinhos quando eles se aproximam muito dos visitantes, não se enganem, se eles conseguirem vão pegar seus pertences, pois são muito curiosos.

O melhor a fazer é deixá-los em paz e só observá-los.





Essa ilha é mais um dos inúmeros patrimônios da humanidade da Unesco que existem na Índia, é um local impressionante e vale muito a pena visitar.