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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Bella, Roma!

1º dia - Chegada ao hotel por volta das 14:30


O Aeroporto Internacional de Roma fica longe do centro da cidade, mas tem um trem direto que vai até a Estação Termini. Como estávamos com malas e sabíamos que chegaríamos meio cansados devido a longa viagem desde o Brasil, reservamos um translado do Aeroporto para o Hotel, aqui mesmo de São Paulo. Estavam nos esperando; o carro, uma mercedes enorme, cabia nós três, as malas e mais alguma coisa, um conforto só. A motorista já havia morado no Rio de Janeiro então falava relativamente bem o português e foi nos dando algumas dicas de Roma. Certos gastos são realmente muito bem vindos. Chegamos ao Hotel por volta das três da tarde.

Não podemos perder tempo nessas viagens então, mal deixamos as malas no hotel e já fomos conhecer alguma coisa. 

O hotel ficava a uma caminhada da Basílica Papal de Santa Maria Maggiore e lá fomos nós. 

Essa Basílica como todas as igrejas de Roma é linda e às vezes o Papa celebra missas lá. Nela há um museu subterrâneo com visita guiada muito interessante, da época antiga de Roma, com afrescos preservados e pinturas.





Aproveitamos o resto da tarde para fazer um reconhecimento da área, fomos até o Terminal de Trens Roma – Termini de onde saem os trens de alta velocidade para as principais cidades do país e compramos o Roma Pass (dá direito a entrada grátis nas duas primeiras atrações e nas seguintes, paga-se tarifa com desconto (normalmente, meia entrada); durante a validade do passe tem direito a transporte gratuito e ilimitado em metrô, ônibus e bonde e algumas linhas de trem), e passagens de trem de alta velocidade para Nápoles, para o dia seguinte. Voltamos para o hotel e descansamos, afinal, ninguém é de ferro!







domingo, 14 de dezembro de 2014

Itália: planejando a viagem


Começamos a organizar nossa viagem de 15 dias para a Itália quase um ano antes. Pesquisamos tudo: cidades, museus, vôos, hotéis, transportes públicos, como se locomover, o que comer, onde ficar, onde ir, compramos dicionários e livros com expressões mais comuns. O planejamento de uma viagem, além de ser o início da viagem, permite que você aproveite ao máximo o que a cidade tem a oferecer.  

Com período de férias e cidades definidos, começamos a pesquisar os preços de hotéis e voos. Entramos em vários sites de voos para verificar quais os melhores preços.
Nessa viagem fomos eu, o Cláudio e minha mãe.

A escolha do voo e dos hotéis

Existem empresas aéreas e EMPRESAS aéreas e quando se planeja com antecedência, pode-se optar por essas últimas, pois possivelmente se encontrará algum voo com preço acessível. Optamos pelos voos da Turkish Airways, uma empresa turca, que foi considerada a melhor da Europa em 2012, os aviões são confortáveis, o serviço de bordo excelente, as refeições típicas turcas, são saborosas. A companhia oferece ainda duas opções para voos com escalas longas: um city tour (para escalas diurnas) ou uma estadia em hotel, para escalas noturnas com mais de 10 horas. Esse foi um dos motivos que nos levou a escolher essa companhia, além do preço ser convidativo na época.




Pegamos um voo com escala em Istambul. Na ida, a escala era de mais de 15 horas e na volta, de 10 horas. Chegamos ao aeroporto de Istambul por volta das 8 da noite e fomos procurar o guichê para podermos passar a noite no hotel. Até então imaginávamos um hotel no próprio aeroporto, estilo Ibis talvez, mas já seria ótimo para um descanso e um banho.







Todos os passageiros foram encaminhados para um micro ônibus que nos levaria para o hotel. Legal, saímos do aeroporto e vimos um pouco de Istambul. Quando chegamos ao hotel, não acreditei... um Hotel 4 estrelas no centro da cidade, um luxo de hotel! O quarto era enorme, com banheira; o café da manhã excelente, tudo incluído no preço da passagem aérea! Fiquei encantada, não esperava por isso, imaginava um hotel bem mais simples.

Eu e a mamis no hall do hotel, esperando o transporte que nos levaria ao aeroporto para pegar a conexão para Roma
Olha o estilo deste hotel!







Na volta, a conexão era de umas 8 horas também em Istambul, mas ficamos esperando algumas horas no próprio aeroporto que por sinal tem uma lojinha linda de produtos típicos.

Se eu recomendaria a Turkish Airways? Claro que sim.




Quanto aos hotéis...

A escolha do hotel é difícil, pois as opções são muitas. O que levamos em consideração além do preço foi localização e certa qualidade do hotel. Já ficamos em espeluncas e foi bem desagradável. Prefiro pagar um pouquinho a mais e ficar em um lugar limpo, com boa estrutura, talvez um hotel de rede grande.

Teríamos que fazer reservas em Roma, Florença e Veneza. Escolhemos, coincidentemente, os três hotéis da rede Best Western que ficavam próximo à estações (de metrô em Roma e de trens na demais cidades), o que facilitou bastante a vida. A qualidade dessa rede é boa, já conhecíamos de outras viagens, os preços não foram os melhores, mas ainda estava dentro do nosso orçamento.



Roma – Best Western President: em frente a uma estação de metro Manzoni; ar condicionado central que empesteava o ar com cheiro de cigarro, mas deixamos desligado. Café da manhã excelente e incluso na diária; wi-fi; bom serviço de quarto.







Florença – Best Western Palazzo Ognisanti: próximo da estação central de trem Santa Maria Novella; o melhor quarto da viagem; atendimento de balcão excelente, um dos gerentes falava português e foi muito educado conosco; café da manhã incluso.












Veneza – Best Western Bologna: em frente ao terminal Veneza Mestre, última estação antes das ilhas de Veneza. Qualidade equivalente aos demais, o atendimento de balcão foi um pouco mais “seco”, foi aqui a primeira vez que senti a famosa “grosseria” italiana e já estávamos no fim da viagem, ou seja, acho que isso é meio mito.



Fim de semana em Ilhabela...


Aproveitamos um final de semana para irmos a Ilhabela, litoral de São Paulo. Eu já conhecia a ilha, mas o Cláudio não.

Ilhabela é um dos quatro municípios do Litoral Norte paulista. Localizado na ilha de São Sebastião há aproximadamente 260 km de São Paulo, Ilhabela é um município arquipélago composto também por outras inúmeras ilhas menores. Separado do continente pelo canal de São Sebastião, chega-se à ilha através de balsas operadas pela Dersa, num percurso de mais ou menos 20 minutos.

Quase 80% da ilha principal é ocupada pelo Parque Estadual de Ilhabela, uma reserva de mais de 27 hectares de mata atlântica. O relevo é bem acentuado, chegando a mais de 900 metros de altitude em alguns pontos. Há duas partes distintas na ilha, a face voltada para o continente, onde se concentram as atividades urbanas, hospedagens, comércio, as praias são pequenas e calmas e a face voltada para o oceano, pouco habitada, cuja principal praia, a de Castelhanos, é acessível apenas por carros 4x4 ou jipes, pois se atravessa o parque estadual em uma estrada de terra. 

A vocação principal do município é mesmo o turismo, e a atração principal são as mais de 30 praias que cercam a ilha. Mas também há passeios de jipe, trilhas, mergulhos canoagem, iatismo e cachoeiras.

Há uma boa quantidade de hotéis e pousadas, para todos os gostos e bolsos e, devido à própria estrutura de ruas da ilha que se concentra numa faixa relativamente estreita entre o mar e o início do parque estadual, nunca se fica muito longe de uma bela praia. Ficamos hospedados no Ilha Flat Hotel, um hotel 4 estrelas localizado em frente à praia do Perequê. Esse hotel possui quadra de tênis, piscinas, restaurante. Os quartos são excelentes, o atendimento também. Fizemos a reserva pelo site da Decolar e tudo deu certo.


Interior do Ilha Flat Hotel



Nossa aventura começou na sexta-feira, saímos cedinho de Osasco e chegamos à balsa por volta de 11 horas, indo pela Rodovia dos Tamoios. Uma dica pra quem for por essa rodovia, cuidado com o excesso de velocidade... na parte duplicada (no planalto), você vê uma placa enorme dizendo que o limite é 80 km/h, cem metros depois pode ter uma plaquinha baixando a velocidade para 60 ou 40 km/h, nas passagens de pedestre e logo em seguida uma câmera, é assim o tempo todo; já na parte de serra, a velocidade vai de 50 para 30 km/h bruscamente e também, logo em seguida, uma câmera então, vá com cuidado e prepare-se para baixar a velocidade bruscamente as vezes. Eu concordo totalmente com o controle de velocidade, acho que deve sim ter uma punição pra quem exagera na velocidade, mas achei que lá era uma coisa exagerada e feita não se pensando na segurança, mas para multar mesmo. Na volta, viemos pela Rodovia Rio-Santos (que, nos trechos urbanos, também havia esses exageros, com o agravante de algumas câmeras estarem cobertas por sacos plásticos, o que deixa os motoristas em dúvida se estão mesmo funcionando ou não e qual o real objetivo do gestor da rodovia).

Ficamos esperando quase duas horas pra conseguir atravessar o canal, porque naquele dia tinha quatro balsas em operação e uma delas quebrou. O valor da travessia foi R$ 15,00 para ida e R$ 6,50 para volta (nos finais de semana e feriados esse valor muda). Chegamos ao hotel pouco antes do horário de check-in, mas o quarto já estava disponível; no balcão descobrimos que além do café da manhã, o jantar também estava incluso na diária, o que nos deixou felizes, já que o valor gasto em jantares costuma ser o que mais pesa nas viagens.



Nessa tarde fomos a pé para o Centro Histórico, uns 4 km de caminhada para ir (e mais 4 para voltar), mas como andamos pela orla, nem vimos o tempo e o cansaço passar.

A vila de Ilhabela é um conjunto de ruinhas, onde fica a igreja matriz, a prefeitura, centros culturais tradicionais, vários restaurantes e cafés, lojas e o píer, onde param os navios de cruzeiro durante a temporada.





Tomamos um café com bolo gostoso no Free Port Café, em frente ao píer, gostamos tanto que voltamos no sábado à noite.







No dia seguinte fomos de jipe para a Praia dos Castelhanos, um lugar quase que obrigatório.








Contratamos a empresa Maremar para nos levar, fomos de jipe com outras 8 pessoas, mas não ficou apertado. Para chegar a Castelhanos, atravessa-se o Parque Estadual, pois fica do outro lado da ilha. Estava um dia meio nublado e pegamos um pouco de neblina e friozinho na parte mais alta da estrada.  Há algumas paradas no caminho para observação de cachoeiras e um mirante.



A praia de Castelhanos é muito bonita, essa empresa de jipe nos levou até o restaurante Marebar, (mas nada impede que você escolha outro). Ficamos nesse mesmo, o atendimento foi muito bom, as mesas e espreguiçadeiras já estavam armadas e daí, foi só relaxar. Quem quisesse poderia ter feito uma caminhada num total de 2 horas até uma cachoeira, mas nós preferimos ficar curtindo o visual da praia mesmo. Relaxante, estávamos precisando disso. 

Caminhamos por toda a orla, pois estava meio nublado então foi muito gostoso. Uma dica de ouro pra quem vai pra Castelhano: leve repelente, um bem eficiente, senão você será “comido vivo” pelos borrachudos; tem muitos e parece que eles já se acostumaram com os repelentes mais comum, eu usei o Off Family e mesmo assim tive umas 8 picadas, o Cláudio também, e nem tiramos as camisetas, preferi não arriscar. Que dia gostoso passamos ali.




A vila de Castelhanos, um bairro de Ilhabela, fica fora do parque estadual. Possui uns 320 habitantes que vivem de turismo e da pesca. Não tem luz elétrica (só gerador) celular, telefone. Há algumas pousadas de moradores locais. Mas infelizmente, esse paraíso está sobre forte ameaça, conversando com o dono do restaurante, ele nos disse que a especulação imobiliária está aumentando por lá, há até a ameaça da construção de um resort e outros hotéis, mas para isso teriam que mudar o zoneamento da área, eu espero que não consigam.












Voltamos para o hotel por volta de 5 da tarde.

















No domingo fizemos um tour de carro de norte a sul da ilha, apenas para ver as praias e voltamos para casa.