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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Pompéia


Nápoles foi o ponto de partida para irmos à Pompéia, não tivemos a oportunidade de conhecer a cidade, que ficará para uma próxima vez. É possível fazer um bate-e-volta de Roma para Pompéia, mas hoje sei que valeria a pena ter ficado uns dias em Nápoles, não só para conhecer a cidade, mas para ver outros sítios arqueológicos e o próprio Vesúvio.



Pegamos o trem de alta velocidade na Termini, a viagem dura umas duas horas, então saímos bem cedo. Foi nossa primeira experiência nesse tipo de trem, achei o máximo, isso sim é que é trem!







Chegamos a mais e 300 km/h em alguns momentos, fora o conforto. Seria tão legal se tivéssemos algo parecido no Brasil... Imagina poder viajar para as principais cidades do país de trem de alta velocidade, seria muito útil.







Na estação de Nápoles, procuramos o guichê da Companhia Circunvesuviana (siga as placas de sinalização, pois fica meio longe do desembarque da estação principal), para comprar os bilhetes para Pompéia, (uma viagem de mais ou menos 40 minutos); nos encaminhamos para a plataforma, para pegar o trem, sentido Sorrento. Pegamos um trenzinho comum, bem surrado e cheio, porque é usado pelos moradores locais, para ir ao trabalho que vai parando em inúmeras estações pelo caminho. 





Se der, fique do lado esquerdo do trem, pois será possível ver o Vesúvio. Descemos na estação Pompei – Villa dei Misteri, (essa aí do lado) a mais próxima da entrada principal das ruinas. Compramos o ingresso (prepare-se para uma fila enorme) e entramos.




É quase impossível descrever a emoção que senti naquele lugar. As casas, prédios, ruas, obras de arte estão muito bem preservados. Você vai andando pelas ruas e imaginando como era a vida das pessoas no início da Era Cristã, há cozinhas com fornos em perfeito estado, afrescos pintados nas paredes do interior de casa suntuosas, há casas mais simples também, com os cômodos menores. Fomos sem guias e fizemos um percurso bem maior, vimos muito mais coisas e sem tumulto, além das ruínas mais comuns. Andamos por tudo (e como andamos!) as ruínas do coliseu (se é que podemos chamar de ruínas), nos transporta aos jogos de gladiadores que vemos nos filmes. DICA: vá com calçado confortável, boné, roupas leves e leve água.
















Há também algumas áreas fechadas onde ficam objetos menores e também alguns dos corpos que foram petrificados. As ruinas estão sendo escavadas ainda, então também é possível ver grupos de pessoas trabalhando no local. Imagino o que eles ainda vão encontrar!








Outra coisa que me emocionou bastante foi ver, ao longe, o Vesúvio, um vulcão ativo na baía de Nápoles, que ainda é uma ameaça para toda a região. A última erupção foi em 1944. A erupção que destruiu Pompéia, Herculano e outros vilarejos ocorreu em 79 DC. Segundo historiadores, houve pequenos sinais de atividade vulcânica que foram ignorados pela população, até que ocorreu a grande explosão. O tipo de erupção do Vesúvio não foi de lava, mas de cinza e pedras pomes, que atingiram grandes altitudes para depois despencar sobre as cidades vizinhas e foram essas cinzas em temperaturas elevadíssimas que, de certa forma, preservaram toda aquela maravilha de ruína.














A estrutura local tem banheiros, alguns lugares para comprar água e petiscos. Na saída há lanchonetes maiores, onde paramos para um lanche depois de muitas horas caminhando. É indescritível a sensação de comer à sombra dessas ruínas fantásticas.












Se você tiver tempo, é possível visitar também as ruínas de Herculano, menor que Pompéia e que fica na Estação Ercolano – Miglio D’oro e, algo que eu queria muito ter feito, mas não tive tempo, uma excursão em veículo apropriado até próximo à cratera do vulcão.






Voltando para Nápoles, também se der tempo, pegue a linha 2 do Metro e salte na Estação Piazza Cavour, onde fica o Museu Arqueológico, que abriga as principais peças recolhidas nas ruinas. Isso também não foi possível fazer.

Por isso que eu disse no começo que valeria a pena mais um dia por aqui.


No final da tarde, pegamos o trem de volta à Roma.




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