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sábado, 25 de março de 2017

Cartagena


Cartagena

Casas antigas supercoloridas, com floreiras nas janelas, ruas estreitas pavimentadas, praças encantadoras com árvores e mesinhas dos inúmeros cafés e restaurantes, mulheres em trajes típicos vendendo frutas frescas, artesanato local para todos os lados, ao cair da noite, inúmeras carruagens te transportam para o passado e, para finalizar, uma muralha cercando quase toda a cidade. 

Assim é Cartagena das Índias ou simplesmente Cartagena, no litoral do mar do Caribe, na Colômbia.




O município em si é enorme, um dos cinco maiores e mais populosos do país, com todos os problemas e desigualdades que isso trás: Bocagrande com seus prédios luxuosos e hotéis para todos os bolsos, bairros periféricos que de longe parecem formigueiros, um dos maiores portos do país, empreendimentos imobiliários de alto padrão que destoam bastante dos arredores, mas, tudo isso desaparece assim que você cruza os portais e entra na cidade histórica. 

Vista de bairro, a partir do Mirante do Convento de la Popa. "Formigueiro" humano...


Cartagena foi fundada pelos espanhóis em 1533 para proteger a região de invasões estrangeiras e foi essencial para a expansão espanhola na América.







Juntamente com o Castelo de San Felipe de Barajas, forma um belo conjunto arquitetônico bem preservado, de fazer a alegria de qualquer viajante. O centro histórico tornou-se patrimônio mundial pela Unesco em 1984.


Ao anoitecer, as praças lotam, as ruas fervem de pessoas curtindo o visual e o ar mais fresco. É um momento único para se caminhar pela cidade.

Chegamos lá num sábado à tarde e fomos direto para o hotel. Os hotéis do centro histórico são mais caros ou são hostels, então ficamos num hotel em Bocagrande, onde há opções para todos os gostos e bolsos. 


Ficamos no Hotel San Martin na avenida principal. Simples mas honesto os quarto são pequenos, com café da manhã de boa qualidade incluído e um serviço muito bom. Todos os atendentes são muito simpáticos. Valeu demais a experiência.



Hotel San Martin

A melhor forma de se locomover por lá (além das boas caminhadas), é por taxi, que não possuem taxímetro, o preço são combinados com o motorista, mas em nenhum momento nos sentimos explorados, pelo contrário, os preços foram muito bons.

Ah, os taxistas são meio que guias turísticos também, te oferecem passeios, vão mostrando os lugares mais interessantes; de um modo geral, são muito gentis.



O que fazer em Cartagena?

O melhor do centro histórico é passear sem pressa pelas ruinhas da cidade, curtindo as construções antigas, casinhas floridas, igrejas em todas as esquinas e, claro, parar em todas as cafeterias que puder para saborear um dos melhores cafés que você tomará na vida. 





Como o trânsito é permitido, tome muito cuidado, pois a combinação ruas estreitas mais pedestres mais carros, as vezes dá confusão.


Permita-se perder-se nas lojas de artesanato e por entre os vendedores ambulantes que montam seus expositores nas calçadas que, por sinal não fazem o assédio que dizem por aí, um simples “no, gracias” era suficiente para não ser mais incomodado.


As luzes dos enfeites de natal ainda embelezavam a cidade
Nessas caminhadas, não deixe de conhecer a Torre do Relógio, um dos portais da cidadela que fica pertinho do Portal de los Dulces, um corredor repleto de carrinhos de doces de todos os tipos, de leite, coco, frutas...  A igreja de San Pedro Claver (um santo colombiano canonizado pelo seu trabalho com os escravos locais), a Plaza de Santo Domingo, com inúmeros restaurantes. 


Portal de los dulces

Portal de los dulces
Torre del Reloj

As inúmeras igrejas da cidade só abrem no horário das missas, não conseguimos visitar praticamente nenhuma, pois achávamos de mau gosto entrar para conhecer a construção enquanto pessoas estavam orando.

Ao final da tarde, caminhe sobre a muralha observando de um lado as casinhas coloridas e do outro, o mar do Caribe e pare para observar o por do sol no “point” para isso, o Café del Mar.  


E esse foi nosso por do sol... imagina isso sem nuvens?
Nós não demos sorte pois nos dias que estávamos por lá, uma frente fria deixou o céu bastante encoberto (apesar do calor absurdo), então, de por do sol, não vimos nada.




Em janeiro acontece o Festival Internacional de Música de Cartagena, evento de 10 dias que reúne músicos de várias nacionalidades para apresentações gratuitas ou em locais fechados como teatros e igrejas da cidade. 




A cidade não fica super lotada nem muito mais cara por conta desse evento, então não deixe de visitá-la nesse período e não deixe de aproveitar uma das apresentações em praça pública gratuita.




Nos próximos posts, mais dicas de lugares para conhecer em Cartagena, tanto dentro das muralhas quanto fora delas, não perca!

sexta-feira, 10 de março de 2017

Onde comprar produtos de grife em Nova York?


Onde comprar produtos de grife em Nova York?

Em Nova York, as lojas de grife são muito caras. Qual a opção? Ir a um outlet ou ir às lojas que vendem todas as marcas. Algumas dessas lojas, me parecem, servem como uma “ponta de estoque” das lojas de grife, ou ficam com coleções antigas das marcas famosas. Nelas você vai encontrar marcas como Tommy Hilfilger, Marc Jacobs, Calvin Klein, Carolina Herrera entre outras, a preços que chegam a 70% do preço original. Entre elas, eu destaco:

- Century 21: vários andares com tudo que você pode imaginar. Essa loja também poderia ser enquadrada na categoria loja de tudo e mais um pouco, mas o diferencial são as roupas e acessórios de marca. As araras são muito organizadas, por marcas e tudo arrumadinho. Vale a pena garimpar óculos de marca (comprei um Tommy Hilfiger por 15 dólares) e bolsas. Chocolates também são muito baratos nessa loja. Eu fui na da Maiden Ln, próximo ao Memorial 11 de Setembro (metrôs: Courtland St., Fulton St. ou World Trade Center).

- Burlington: é uma Century 21 bem mais zoada, as araras estão misturadas, mas também tem todas as marcas e os preços são muito bons. Eu comprei uma bolsa da Tommy Hilfiger por 15 dólares também. Há várias espalhadas por Manhattam.



- Uniqlo: é uma loja de marca, mas pela qualidade dos produtos, os preços são convidativos. No inverno, as jaquetas de penas de ganso, finas, leves e excelentes para o frio, podem ser compradas por preços bons. Há vários endereços, nós fomos à da 5th Ave, esquina com a 53th St. e, pra não perder o costume, quase em frente tem uma loja da Lindt Chocolates.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Outlets próximos à Nova York


Outlets próximos à Nova York

- Woodbury Common Outlet: a Premium Outlets é uma rede grande de outlets espalhada pelas principais cidades americanas (e outros países também). A mais próxima de Nova York é a Woodbury, para ir e voltar no mesmo dia, alugue um carro porque é longe de Manhattam e você vai ficar por lá o dia inteiro. São outlets das marcas mais famosas e também de outras nem tanto. Entre o site e imprima um voucher para entregar no concierge, onde você trocará por um livreto de ofertas, ou seja, além dos descontos nas araras, você ainda terá o desconto do folheto (desconto sobre desconto, entendeu? No Brasil nem em sonho isso aconteceria).





Eu achei que tem muita coisa a preços legais por lá, por exemplo, é o único lugar que dá pra comprar bolsas da Kipling, porque nas lojas brasileiras, sem a menor chance não acham?

Vale a pena dispensar um dia por lá se você quiser fazer compras.

http://www.premiumoutlets.com/outlet/woodbury-common/deals

- Jersey’s Garden: está mais para um shopping que para um outlet, mas também vale a pena pelos preços. Fica em New Jersey e é fácil, fácil ir de ônibus:

No Port Authority Bus Terminal, procure o guichê da NJ Transit no andar superior e compre passagem de ida e volta, (“round”); (também pode ser comprada nas máquinas distribuídas pelo terminal); em maio/16, o valor foi de US$13. Com as passagens em mãos, descer à plataforma de ônibus, no portão 222, e pegar o ônibus #111. Mais ou menos uma hora depois, ele vai te deixar em frente ao shopping e na volta, você irá pegar no mesmo lugar, muito fácil. Logo na entrada também é possível pegar um livreto com descontos, aproveite.






Neste lugar compramos tênis da Nike por menos de US$40, blusinhas na Gap, mas a grande barbada foram as jaquetas de couro que compramos na Wilson’s Leather, onde há um sem número de jaquetas, para todos os gostos e tamanhos, comprei uma muito bonita por US$30! Vale muito a pena.
Tem praça de alimentação e todas as comodidades de um shopping.
http://www.simon.com/mall/the-mills-at-jersey-gardens/map

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Outro dia em Nova York


As pontes do Brooklin e de Manhattan, Chinatown, Katz e Eileen’s

Você consegue imaginar algum turista em São Paulo dizendo: quero conhecer as pontes dos Rios Tietê e Pinheiros? Pois é, eu também não, mas em Nova York, as pontes que 
ligam Manhattam aos demais distritos são sim pontos turísticos importantes da cidade. 

São em sua maioria pontes enormes, construídas há mais de cem anos, cuja arquitetura marcou época. Nesse dia conhecemos duas das pontes mais importantes e ainda fizemos um passeio por Chinatown, Little Italy e experimentar algumas delícias de Nova York.



Pegamos o metrô e descemos na estação Brooklin Bridge – City Hall. Saímos bem em frente à prefeitura de Nova York, um prédio bonito, numa região onde praticamente todos os prédios são lindos; o próprio prédio da estação de metro é bonito... viramos à esquerda e começamos a atravessar a ponte do Brooklin.






A ponte do Brooklin foi construída entre 1869 e 1883. Quando finalizada, foi considerada a maior ponte suspensa do mundo. Em estilo gótico, essa ponte tem mais de 1.800 metros de comprimento. Há pistas para autos e, na parte central, uma área destinada para pedestres e ciclistas. 




É extremamente movimentada, com turistas por todos os lados tentando fazer a melhor foto, já que a vista a partir dela é linda, sendo possível avistar de longe, a Estátua da Liberdade.








Chegando ao Brooklin, um bairro que passou por revitalização e valorização, andamos por perto da ponte, até o Brooklin Bridge Park, um parque linear, bom para observação da ponte, do rio, enfim para relaxar um pouquinho e só olhar a paisagem.  


Postos para carregar celulares





Andamos margeando o rio até passarmos pela outra ponte que vale uma travessia, a Ponte de Manhattan. No caminho, observamos um pouco do dia-a-dia das pessoas, nos parques infantis, nos parques para cães, nas construções, pois o local está passando por uma revitalização, vá com calma, observe...






Faça uma pausa para um café na Brooklyn Roasting Company, uma cafeteria rústica, charmosinha, com ares de anos 80, que torra e moe o próprio café de origens variadas, como Brasil, Colômbia... Localizada na 25 Jay St - Brooklyn, NY. Lá, não se esqueça de comer um cookie, delicioso!!!




Um dos melhores cookies que já comi!



Vá para a Ponte de Manhattan. Essa ponte foi inaugurada em 1909 e tem mais de 2 km de extensão e 90 m de altura, é enorme e, ao contrário da ponte do Brooklin, foi construída em metal e além de veículos e pedestres, tem também linhas de metrô que a atravessam, fazendo um barulho ensurdecedor.




Mas, releve o barulho e a atravesse a pé... a partir dela, é possível  um panorama inteiro da ponte do Brooklin e arredores, uma vista linda.






A ponte termina em Chinatown, um tradicional bairro nova iorquino, onde você vai ter a impressão de estar na China. Lojas, restaurantes, escolas, templos, muitos letreiros em chinês. Aqui pelo menos você vai comprar quinquilharias “made in China” legítimas, vendidas por um chinês. Há muitos restaurantes, caso goste da comida oriental. 




Se aguentar a fome mais um pouquinho, caminhe pela Bowey Ave até a Houston, vire à direita e caminhe mais um pouco até a Ludlow Street. Nessa esquina você vai encontrar a Katz Delicatessem, uma loja tradicional, famosa pelo lanche de pastrami e por ter sido palco da clássica cena entre Meg Ryan e Billy Cristal em Harry e Sally, feitos um para o outro. 




A princípio parece um lugar meio caótico, você pode escolher ser servido por garçons ou fazer o pedido no balcão.


Delicioso sanduba de pastrami.
Peça o sanduiche de pastrami e não se arrependa, é muito bom; é um lanche enorme, então, se assim como eu, você não come muito, divida com alguém.




Após essa bela refeição, voltamos para a Bowey Ave, parando para se deliciar no Whole Foods Market, um mercado enorme, onde os produtos são todos orgânicos ou sem OGM (organismos geneticamente modificados), não é a perfeição?




Nos mercados de lá já há vários produtos feitos de maconha, como salgadinhos, leite...
Voltamos para Chinatown e entramos em Little Italy, um bairro vizinho tradicional italiano, há inúmeras cantinas e pizzarias por lá.





Caminhamos até a 17 Cleveland Pl, para experimentar o cheesecake da Eileen’s




Conhecemos essa lojinha num programa da Travel & Living, onde a Eileen’s disputava o título de melhor cheesecake de Nova York com a Junior’s, (outro restaurante famoso pelo doce); no programa, a Junior’s ganhou, mas para o meu gosto, o cheesecake da Eileen’s é o campeão, muito levinho e saboroso, a própria dona fica atendendo e “pondo a mão na massa”,  vale a pena experimentar.







Na volta, antes de terminar o dia, ainda paramos na 42 St – Briant Park, para conhecer a Biblioteca Pública de Nova York, ao lado do Briant Park, uma das maiores bibliotecas do mundo localizada num prédio do século XIX e administrada por uma organização privada. Compramos algumas lembranças na lojinha.