Menu

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Museus pelo mundo... Roma


Há pessoas que viajam a procura de festas e baladas, outras pela comida local, outras pelas praias... eu viajo pelas belas paisagens e para conhecer a cultura local. E visitar museus é minha forma preferida de adquirir essa cultura. Poder observar a história local ou uma obra de arte que você sempre viu em livros e revistas ali, na sua frente, ou mesmo se deparar com um meteorito ou com um fóssil de um T-rex, são experiências que não tem preço. Sempre que possível, reserve um dia ou meio dia que seja para visitar um museu na cidade onde você estiver. Sua viagem será muito mais completa.

Pensando nisso, resolvi fazer uma série de posts resumindo os principais museus que já tive a oportunidade de conhecer (e há muito mais na minha lista de desejos).

Roma:

Roma é um museu a céu aberto praticamente. Mas como há muitas coisas incríveis para se conhecer, optamos por conhecer o Museu do Vaticano e, por uma feliz coincidência, acabamos por conhecer também o Museu da Imigração.

Museu Vaticano

O Museu Vaticano é um daqueles locais que você se perde e esquece o tempo. Tem muita coisa para ver, muitas salas temáticas, a própria construção, com tetos ornamentados, tapeçarias, uma festa para os olhos. Obras gregas, romanas, medievais, egípcias, para todos os gostos. Ainda, pelas janelas é possível ter um vislumbre da cidade do Vaticano, que também rende boas fotos. A visita acaba na Capela Sistina onde acontece o conclave, que é a reunião dos cardeais para eleição dos novos papas (lembra do filme Anjos e Demônios?). Nela, aglomeram-se a maioria dos visitantes, todos querendo ver cada detalhe da obra, então fica um zum zum zum de pessoas falando e a cada minuto, uma gravação de um padre pedindo: “silêncio”... Como assim? Centenas de pessoas comentando sobre uma obra de arte daquelas, impossível obter silêncio... Coisas do Vaticano mesmo. Ah, não pode fotografar ok? Respeite as normas locais!







Chega-se de metro, pela estação Ottaviano - San Pietro, e seguimos o fluxo de pessoas, porque muita gente desce ali.

É melhor comprar os ingressos antes, pelo site, com hora marcada e tudo assim evita-se uma longa fila.






Museu da imigração







Pouco conhecido, é um museu que causa grande emoção para pessoas que, como eu, descende de imigrantes italianos. Lá pode-se ter uma ideia de como e porque começaram as ondas migratórias de italianos para a América, com objetos, cartazes e documentos da época. É realmente emocionante.




Fica perto da Piazza del Campigdoglio.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Vulcões

Licancabur - Atacama
Há pessoas que viajam para descansar e relaxar, outras para aprender e outras para aumentar o nível de adrenalina em busca de aventuras. Alguns lugares no mundo se enquadram perfeitamente para esse tipo de pessoas, que gostam de se arriscar. Um desses lugares são os vulcões... Afinal, quem não gostaria de ver um vulcão em erupção? Eu acharia o máximo, mas para algumas pessoas isso é a mais pura insanidade.

Os vulcões são registros vivos da força e da instabilidade da Terra, neles é possível perceber como o planeta é ativo e, de certa forma violento; em resumo, como o planeta é dinâmico. São eles os responsáveis pela renovação e pela formação da superfície terrestre; a seus pés, o solo é mais fértil porque a lava contém minerais trazidos do interior profundo da crosta terrestre e historicamente comunidades e cidades inteiras sempre se instalam ali, mesmo correndo algum risco em caso de nova erupção.

Fonte: http://ciencia-hoje.webnode.com.br/products/tudo-sobre-vulcoes/

No mundo todo há uma grande quantidade de vulcões ativos, alguns em plena atividade, como o Kilauea no Havaí outros apenas adormecidos, como o caso do Monte Vesúvio em Nápoles. Outros provocando caos na aviação, como o Eyjafjallajokull, na Islândia em 2010. E outros reduzindo a atividade turística da região, como o vulcão Cabulco nos Andes chilenos, que interferiu um bocado no turismo de Bariloche em 2015. Mesmo distantes deles, podemos sofrer consequências de uma grande erupção, um vulcão ativo pode alterar um pouco o clima do planeta devido a quantidade de cinzas que lança na atmosfera por exemplo. Mas, apesar dos transtornos tem aumentado o número de turistas que desejam conhecer essas maravilhas de perto, há até um livro sobre o assunto (Turismo de Aventura em Vulcões, da Ed. Oficina de Textos).

Na história há relatos de grandes catástrofes provocadas por vulcões como o caso da cidade de Pompéia soterrada pelas cinzas do Vesúvio e, há pouco mais de um século, a Ilha de Java praticamente destruída pela força do Krakatoa. Nos dias de hoje, todos os maiores vulcões do mundo são monitorados de perto; qualquer sinal de atividade pode significar a evacuação das cidades ao redor, visando minimizar as perdas humanas, mas não as perdas materiais.


Pompéia
Não é de hoje que os vulcões são atrações turísticas e em alguns países, eles são parte das atrações locais. Bem, posso ser chamada de louca, mas eu tenho muita vontade de ver um vulcão em atividade, desde que de maneira segura. O mais propício para isso talvez seja o Kilauea no Havaí, que possui agências especializadas para acompanhar turistas em caminhadas pelo campo de lavas e sobrevoos (está na minha lista com certeza!!).

Alguns dos principais e mais famosos vulcões, que costumam render belas fotos em revistas de turismo são:

- Etna e Vesúvio, Itália
- Monte Fuji, Japão
- Kilauea e Mauna Loa, Hawai
- Popocatepetl, México
- Misti, em Arequipa no Peru
- Monte Pelee, Martinica

Tive o prazer de conhecer de vista três vulcões nessas minhas viagens:

- o Vesúvio, observado das ruinas de Pompéia; há um tour de 4 x 4 até o cume, mas infelizmente não o fiz por falta de tempo, mas pretendo voltar;


- o Popocatepetl em Puebla no México, vi de longe e o danado estava meio escondido por nuvens;



- o Licancabur, em São Pedro de Atacama, o onipresente vulcão, visível de todas as partes da cidade e de praticamente todos os lugares que visitamos, é bastante fotogênico pois fica lindo nas fotos.




Seja onde for, os vulcões são monumentos naturais belíssimos, que quando tratados com o devido respeito rendem ótimos passeios e belas paisagens.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Lembrancinhas de viagem - O que comprar?

Minha pequena coleção de cavaleiros medievais comprados em Veneza
Quem não fica louco com a oferta enorme de lembrancinhas e badulaques que alguns destinos turísticos nos proporcionam? As feiras de artesanato que encontramos nas viagens são uma perdição porque tem produtos que não vamos encontrar em nenhum outro lugar.

Eu quero comprar todos! É possível? Bem, se você tem dinheiro ilimitado e uma casa bem grande, você pode comprar o que você quiser, mas no meu caso nenhuma das duas situações é verdadeira hehehe

É muito fácil cair em tentação. Depois de algumas viagens onde comprei coisinhas que não uso e nem tenho mais lugar para colocar, resolvi tomar cuidado com o que compro e sigo algumas regrinhas (difíceis de seguir, mas eu tento!):

- é algo que eu vou utilizar? Por exemplo, uma toalha de mesa rendada, uma travessa de cerâmica, uma bolsa ou sacola bonita, são coisas que eu vou conseguir incluir no meu dia a dia e vai enfeitar minha casa com boas recordações. Contudo, um enfeite muito grande, ou uma blusa toda colorida do tipo “Estive em tal lugar”, são coisas que provavelmente não usarei e nem vou ter onde colocar. Enfeites, eu resolvi que para me conquistar, precisam ser muito especiais mesmo, algo que para mim beira o surreal, uma paixão como esses que comprei em Cusco e em Manaus que são meus xodós.

- o preço é aceitável? Geralmente artesanato custa caro, porque são obras únicas e merecem ser cobradas como tal;

- eu tenho onde colocar ou guardar? Moro em apartamento então tenho que cuidar para não entulhar tudo;

Pensando nisso resolvi que como lembrança de viagem, faço questão apenas de duas coisas: imãs de geladeira e, dependendo do preço, canecas.

Tenho imãs lindos dos lugares que conheço, são fáceis de cuidar, não ocupam espaço e ainda costumam ser baratos: a lembrança de viagem perfeita! Veja minha coleção...




Como resistir a um imã da Expo Milão 2015, com essa carinha?






Quanto às canecas, estou num dilema, porque eu as adoro, mas não tenho mais onde expô-las, então nas últimas viagens eu nem comprei, só compro mesmo aquelas que são imperdíveis, como essas abaixo, da Expo Milão 2015 que deu um duro danado pra encontrar, essa linda de agata comprada em Seligman,  a azul do Museu Nacional de Testes Atômicos (Las Vegas), uma enorme do Epcot, com a carinha do Mickey Mouse...




Expo Milão 2015


Outra coisa que costumo trazer são aqueles "brindes" que acabamos conseguindo em viagens, como copos de restaurantes ou garrafinhas de refrigerantes diferentes, esses eu trago e vai pra coleção de lembrancinhas, como essas garrafas de Coca-Cola de alumínio ou esses copos que ganhamos no restaurante Bubba Gump em Los Angeles.




Bem, para meus amigos e parentes, também faço as mesmas perguntas, e geralmente trago chocolate mesmo, porque sei que vai agradar hehe

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Dicas de como comer bem nos EUA



 Uma das preocupações quando viajamos é com a alimentação, não é?

Sempre ouvi dizer que comer nos EUA é um horror, só hamburgueres e alimentos gosdurosos.

Realmente, há tudo isso e os hamburgueres são deliciosos, mas é possível sim se alimentar de maneira saudável.

Nos hotéis...

Muitos hotéis americanos não oferecem café da manhã, nesse caso, você terá que procurar uma cafeteria para o desjejum (há uma em casa esquina, literalmente, pricipalmente a Starbucks e a Donkin Donuts). Elas costumam oferecer, além das guloseimas deliciosas e calóricas, iogurtes e parfaits com frutas, bolos integrais e frutas (principalmente maçãs e bananas); café com leite é um problema pois costumam ser aguados, se você quiser um bom, escolha sempre o café latte ou o hot chocolate.

Se o hotel servir o café da manhã, sempre pe do tipo continental; sempre tem pão de forma branco e integral, rosquinhas tipo donuts cheias de açúcar (da última vez que estive lá, deixei para comer uma dessas no final da estadia e, sério, não vale a pena, são gordurosas demais), croisants, cereais tipo sucrilhos e aveia integral, ovos mexidos e hamburguer, iogurtes, frutas... Dê preferência para os integrais, como pão de forma e aveia, iogurte e uma fruta,  esqueça o hamburguer, tem uma cara horrível; um copo de leite com chocolate e pronto para começar o dia, hein?

No almoço...

Geralmente você almoçará em restaurantes, pois estará passeando.

Claro que em algumas ocasiões, nos deixamos levar pelos hamburgueres, mas nos cardápios, mesmo dos fast-foods, sempre tem saladas e outras opções com carnes grelhadas e sempre tem as calorias de cada prato, ou seja, você pode escolher um mais levinho, né?

No jantar...

Faça as escolhas como no almoço ou compre algo para comer no hotel, além de saudável pode ser uma forma de economizar uns dólares... passe em algum mercado e compre pães e queijos a sua escolha, frutas, e quem sabe até um vinho para combinar.


Outra opção... nos mercados e mesmo nas delicatessem (lojas que vendem lanches, sucos, e snacks), sempre tem saladas prontas e pratos quentes também prontos para levar, é só escolher um que lhe agrade e ir para o hotel. Para as saladas, se não gostar do molho que vem junto como tempero, você pode comprar um vidro de azeite e de vinagre nos mercados (é barato) e temperar a seu gosto. Há também saladas de frutas prontas para viagem.

Para os lanches do meio do dia, dê preferência para frutas secas, sucos e cafés.

Apesar de cuidar da alimentação na maior parte do tempo, não esqueça que viajar também é experimentar sabores e alimentos locais. Coma hamburgueres de vez em quando, mas não todos os dias, coma os deliciosos cookies ou os incríveis brownies, mas sem exagerar.


Essas dicas apesar de baseadas na culinária americana, também servem para qualquer outro lugar do mundo, basta adaptar.


Você tem alguma dica legal sobre como se alimentar pelo mundo? Divide aí com a gente...

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Hoboken, WTC, Wall Street, Museu do Índio Americano...




Esse é um roteirinho redondo para um dia que inclui Hoboken e o Financial District de Manhattam.

Pegue o metrô para a Estação 33 St, onde você vai fazer um baldeação para pegar o Path (uma rede de trens entre Manhattam e Nova Jersey). O Path custa o mesmo que o metrô e tem duas linhas: uma para Hoboken e outra para Journal Square...




Bem, quem assiste o programa Cake Boss ou Batalha dos Confeiteiros, já imagina para onde estamos indo né? pois bem, não resisti e quis conhecer a Carlo’s Bakery, a confeitaria do Cake Boss. Para tanto, pegamos o Path para Hoboken e descemos no final.  A Rua Carlo’s Bakery fica bem próximo da estação e a confeitaria também, bem em frente à prefeitura local.









Tenho que dar a mão à palmatória... achei que não ia gostar de nenhum doce, mas o tal do Cannoli que o Buddy tanto fala é mesmo muito gostoso! Minha irmã comeu um cheesecake e também gostou e o Cláudio pegou um mil-folhas que não estava legal.







Saindo da confeitaria, dê uma volta pelo bairro, vá até a beira do rio, uma praça muito bonita e sossegada, visite a estação dos trens (Lackawanna), a sensação é de que estamos no interior, mas na verdade, estamos a minutos do centro de Manhattan.



Pegue o Path para voltar, mas escolha o que tem como destino o World Trade Center (WTC). A estação é nova, ainda está em construção, na fase de acabamento. Saindo da estação dê a volta no quarteirão até o Memorial 11 de setembro, lá você verá o local onde ficavam originalmente as duas torres do WTC, que agora foi transformada em duas grandes piscinas cujas paredes laterais estão os nomes das pessoas que morreram no ataque em 2001. Admire o novo prédio do WTC, tão ou mais deslumbrante que os antigos. Se quiser, entre no museu do memorial, o preço é de ..... Eu não entrei.  É um lugar que traz um pouco de tristeza ao pensarmos que pela crueldade de uns poucos, tanta gente inocente morreu, é bom para uma reflexão do que é ser humano.








Continuando pela ruas locais, paramos para visitar a St. Paul Chapel, uma das primeiras igrejas de Nova York, aberta desde 1766, onde estava tendo uma apresentação de coral com  música clássica. Ficamos um tempinho assistindo e já fomos caminhando novamente.


Nosso próximo destino, bem pertinho da estação de metrô WTC, foi a Century 21, uma loja de departamentos para ninguém botar defeito, tem de tudo que você pode imaginar, em roupas, calçados, acessórios, casa, chocolates, maquiagem... lá você  encontrará o que eu acredito ser uma ponta de estoque de marcas caras e famosas, como Calvin Klein, Marc Jacobs, Tommy Hilfilger, Nine West... Por exemplo, eu comprei um óculos de sol da Tommy Hilfilger por US$ 14,99. Prepare-se para ficar horas lá dentro.




Saímos da loja pra lá da hora do almoço. Não é um bom lugar para encontrar restaurantes, então acabamos num Burger King mesmo.




Andamos pela Broadway (é, a Broadway começa bem ao sul da ilha), até chegarmos a Wall Street,  o coração financeiro dos Estados Unidos e quem sabe do mundo. A arquitetura de Nova York é bonita, os prédios antigos cheios de detalhes e monumentos marcaram o início do século XX e os précios mais recentes, também não ficam atrás. E nessa região vemos bem isso. Para um café ou lanchinho, tem a Al Bon Pain, que tem o que eu considero o melhor brownie de chocolate de toda a galaxia, não deixe de experimentar; tem também Donking Donuts, com chocolates quentes deliciosos.


Caminhamos até o famoso touro de Wall Street. Acredite, tem fila para tirar fotos com o bichinho, uns querendo passar a mão no chifre do coitado outros, nos testículos do bicho, porque dizem que dá sorte, sei lá, não duvido, mas não tive paciência para tanto hehehehe.

O Touro fica em frente ao Museu do Índio Americano, uma entidade mantida pelo Smithsonian Institute que abriga um pouco da história dos índios americanos (não só os norte-americanos, mas também das Américas Central e do Sul), são artefatos e vestimentas principalmente. A entrada é gratuita e vale a pena dispensar um tempinho ali.



Dando a volta pelo lado de fora do prédio do museu, chegamos ao Battery Park, no extremo sul da ilha de Manhattan, onde pode-se pegar um ferry-boat para a  Estátua da Liberdade ou observá-la de longe, dalí mesmo. Além disso, você vai se encantar com a quantidade de esquilinhos por ali.






Voltamos para a região de Wall Stret para pegar o metrô de volta para o hotel já eram mais de 5 da tarde.