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quinta-feira, 10 de março de 2016

Belém


Quando pensamos numa viagem no período do carnaval, muitos lugares me vieram à mente, mas todos tinham seus problemas, ou era o preço elevadíssimo, ou era o próprio carnaval, muito comemorado em algumas cidades. Descobrimos então a cidade de Belém, com bons preços e quase nada de carnaval.

A capital do estado do Pará fica na foz do rio Guamá, baía de Guajará, Região Norte do país. O clima é quente e úmido, com chuvas praticamente todas as tardes, chegando a ser considerada como uma das capitais mais chuvosas do país.


Belém foi fundada em 1616, ao redor do Forte do Presépio cuja construção você pode visitar. O primeiro nome de Belém foi Feliz Lusitânia, em homenagem aos portugueses que ocupavam a região e recebeu vários nomes ao longo do tempo, até finalmente receber o nome de Belém. 


A cidade teve um grande desenvolvimento e importância durante o ciclo da borracha, quando foram construídas várias das construções imponentes da cidade, como o Teatro da Paz. Hoje, com seus mais de 1,4 milhões de habitantes, é uma cidade grande, vibrante. O casario antigo, com seus azulejos são muito bonitos, mas infelizmente, não estão muito preservados.

A cidade é repleta de mangueiras, o que lhe dá o apelido de “cidade das mangueiras”, e obriga o turista a tomar cuidado ao andar pelas ruas e calçadas para não escorregar nas frutas que caem pelo chão, mas não deixa de ser linda, uma cidade bastante arborizada.


É uma cidade plana, o que facilita a caminhada, fomos a todos os lugares a pé, mas na volta, utilizamos os táxis, pois os preços são bastante acessíveis.


A culinária belenense é famosa. Você pode experimentar pratos com peixes que são uma delícia. Um taxista nos recomendou um peixe chamado filhote, não nos arrependemos, uma delícia. Tem ainda o tacacá, o pato no tucupi, a maniçoba... pratos típicos que fazem a festa dos turistas. As frutas também são abundantes, no mercado Ver-o-Peso você vai encontrar muitas frutas sendo a mais famosa o açaí, mania entre os locais, todos consomem, o cupuaçu, o bacuri. As castanhas do Pará são facilmente encontradas, são enormes e baratas, o sorvete dela é delicioso.

Hotel

Ficamos no Hotel Soft Inn Batista Campos. Um hotel simples, de serviço, tipo o Ibis.
O quarto era grande, com TV a cabo, ar condicionado e frigobar, mas o banheiro, um dos menores que já vi tinha cheiro de umidade, pois não tinha janela, e a pia super pequena ficava no quarto.

O serviço de modo geral foi muito bom, com atendimento simpático e eficiente.

O hotel possui um restaurante simples e barato, jantamos por lá todas as noites.


No próximo post veja o que fazer na cidade de Belém...

quinta-feira, 3 de março de 2016

Petiscos pelo mundo... (parte I)


Tenho em meu passaporte apenas 7 carimbos internacionais, muuuuito pouco ainda. Há muito que se conhecer nesse planeta enorme, mas, dos países que eu já conheci, posso falar um pouquinho.

Uma das coisas que chamam a atenção de todos os viajantes é a alimentação. Há  quem viaje apenas para curtir a culinária típica de cada país... e como mudam os gostos! Cada lugar tem seus sabores próprios e seus costumes também, cada povo tem sua cultura alimentar bastante arraigada e que pode ser bastante diferente da nossa cultura aqui no Brasil.

Eu não sou o tipo de pessoa que gosta de experimentar de tudo, prefiro ficar no tradicional e mais simples mesmo que arriscar comer algo muito diferente, mas têm produtos que são específicos de cada lugar e que vale a pena saborear.

Nesta série de posts, vou escrever um pouco da comida de cada lugar, o que eu acho que é imprescindível experimentar (para o meu gosto, pelo menos), o que devemos tomar cuidado...

Itália

A Itália é conhecida pela sua culinária, que de modo geral é bem aceita e difundida aqui no Brasil, graças a imigração italiana dos séculos XIX e XX.

Na Itália, não deixe de experimentar:

- o gelatto (sorvete): acho que são os melhores do mundo, qualquer sorveteriazinha pequena de bairro é capaz de lhe servir um autêntico gellato italiano de dar inveja à Kibon. O meu preferido sempre é o de chocolate, mas tem muitos sabores: amarena, pistache, limão, e tantos outros sabores que torna a decisão de escolher um sabor bem difícil. Uma das melhores sorveterias que visitei foi a Stefano Dassie, que fica em Treviso, região do Vêneto. Nunca tomei um sorvete de chocolate mais gostoso, mais cremoso, mas fino, uma perdição!






- o Tiramissu: o tiramissu é uma sobremesa típica italiana que você vai encontrar em qualquer cardápio. Cada restaurante tem uma receita um pouquinho diferente, mas a base é a mesma: creme com mascarpone, café, chocolate, biscoito e, às vezes chantilly. Uma delícia. Mas aqui tem uma pegadinha, se o produto for do tipo industrializado, desista, nem perca seu tempo. A sobremesa para ser boa de verdade, deve ser produzida no próprio restaurante. Experimente em todos que entrar, você não vai se arrepender;




- cafés: há dezenas de tipos diferentes de café na Itália, um melhor que o outro! Se preferir, tome o chocolate quente.



- massas: há quem diga que as massas (pasta ou pizzas) na Itália não são tão boas quanto as daqui, mas eu discordo. Tive o prazer de comer algumas pizzas excelentes, nhoques fantásticos, com molhos incríveis.



- Rizzotos: são os melhores do mundo possivelmente.


- Vinhos: os vinhos na Itália são mais baratos que a água, então, vá a um supermercado e divirta-se. Nos restaurantes, mesmo os chamados vinhos da casa (que são servidos em taças e não a garrafa), são excelentes e muito baratos também.





 - Em milão... experimente os famosos Panzerottis do Luini, uma loja pequena, perto da Catedral, que forma uma fila enorme na hora do almoço. Um panzerotti é uma espécie de pão ou talvez empanada, recheado; os recheios são variados e vale como uma refeição!








quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Ushuaia - o fim do mundo!


Capital da Província da Terra do Fogo, Ushuaia é a cidade mais ao sul do planeta, o “fim do mundo” como os habitantes a chamam. Possui mais de 80 mil habitantes.

A primeira vista, Ushuaia me surpreendeu de certa forma negativamente, imaginava uma cidade mais pitoresca, com casinhas mais rústicas, estilo alpino. Mas, para minha surpresa, é uma cidade grande, com prédios comerciais, porto, construções modernas. Precisei de umas horas e um passeio pelas ruas da cidade pra entender e gostar muito dela.





As vistas são magníficas! Ao contrário de El Calafate, onde as montanhas estão distantes do centro, em Ushuaia, parece que você pode tocar a montanha, você abre a janela do quarto e vê uma montanha nevada logo ali, é uma visão que não tem preço. Ao redor da cidade estão algumas das mais lindas paisagens que já tive a oportunidade de ver.


Ônibus do circuito turístico
A palavra Ushuaia tem origem na língua dos Yámanas (povo que habitava a região antes da colonização) e significa Baía Funda.

O povo Yámana, que habitavam essas ilhas, viviam da pesca e da coleta de algas. Não tinhas residência fixa, viviam em embarcações e paravam nas ilhas para se alimentar e aquecer. Não usavam roupas para não ficarem com o corpo molhado. Há apenas uma Yámana pura (filha de pai e mãe Yámana) viva nos dias de hoje, ela tem 80 anos e vive no Chile. Infelizmente é uma cultura que está acabando.


Os Yámanas. Fotos tiradas de um álbum particular.
A cidade foi fundada no século XIX, mas seu desenvolvimento maior teve início com a construção do Presídio, que funcionou entre 1902 e 1947. Para lá iam os presos considerados mais perigosos para realizar trabalhos na região, como a construção da ferrovia do fim do mundo. Hoje, o prédio do presídio é um complexo de museus que abriga o museu do presídio, um museu da marinha e museu de arte. 


O prédio foi construído seguindo o estilo panopticon, com uma área central circular onde ficavam os guardas e de onde podiam ver e ter acesso fácil às celas, que ficavam em corredores que saíam desta parte central e de onde os presos não poderiam vê-los. Esse estilo arquitetônico foi concebido no século XVIII por um filosofo e jurista inglês, como sendo a forma ideal para construção de presídios, escolas e até hospitais.

Uma cela


Andando pela cidade numa sexta-feira ensolarada, vimos que as pessoas aproveitam ao máximo o calor do sol, todos nas praças, com as crianças, aproveitando o belo dia.

Rua principal, com comércio e restaurantes




A Centolla é um crustáceo, muito utilizado na culinária



Um tema recorrente em todas as cidades argentinas em que estive, são as Malvinas. Todas as cidades tem uma praça em homenagem aos que lutaram ou um monumento de protesto. 

Para o argentino, as ilhas são argentinas, independente do que tenha acontecido no passado.








Este armazém é uma mistura de restaurante, padaria e museu, ótimo para um almoço
Ao redor da cidade, vários lagos podem ser visitados, como o Lago Escondido e o Lago Fagnano. No inverno há também várias estações de esqui e muitas atividades na neve.

O clima é frio e úmido, com temperaturas médias anuais em torno de 4°C. Pegamos uns dias de muito frio e vento, mesmo no verão. Os dias estendem-se das 5 da manhã até mais de 22 horas, ou seja, é possível aproveitar bastante a luz do sol no verão. No inverno é o oposto, o dia dura algumas horas apenas.

Hotel

Acomodações em Ushuaia são caras, ficamos numa hosteria, uma casa com 4 quartos com banheiros individuais e café da manhã e pagamos mais caro que o hotel super top de El Calafate!






Ficamos na Hosteria Valle Frío. Por não ser um hotel, até que o serviço e o quarto foram muito bons. Aquecimento e água quente (essencial nesse lugar), quarto arrumado e limpo diariamente com frigobar e TV e café da manhã básico. 

Área para café da manhã
O principal problema que encontrei foi não ter uma cortina black-out e a janela era tipo vitrô, só com vidro, ou seja, cinco da manhã o dia já estava entrando no quarto.

O quarto
Vejam a cortina fininha da janela
Mas, contra todos os possíveis problemas, olha a vista que tínhamos da janela do quarto!
A localização é muito boa, a alguns minutos da rua principal e tem um mercado próximo.