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domingo, 11 de janeiro de 2015

O Zoo de Lujan e Foz do Rio Tigre

O Zoo de Lujan

Eis um lugar polêmico: afinal de contas, os animais desse zoo são bem tratados ou não?
O zoo de Lujan, segundo as guias que nos acompanharam, foi criado há uns 20 anos por um senhor que recebeu uns animais de presente. Esse cara, chamado de “Loco Jorge”, resolveu então criar um lugar onde as pessoas pudessem interagir com os animais de uma forma pacífica e assim surgiu Lujan.

Lá é possível interagir levemente com tigres, leões, ursos, elefantes, você pode entrar nas jaulas (apenas pessoas acima de 16 anos), sempre acompanhados pelos tratadores que controlam os animais sem nenhum chicote ou barrete nas mãos, apenas com as próprias mãos e com leite e carne, você recebe todas as orientações sobre como se comportar perto do animal, onde pode ou não passar a mão, o que fazer caos o animal se levante.

Os animais estão ativos, andando pelas jaulas e  não me pareceram nem um pouco dopados ou estressados. O segredo, segundo dizem, é que desde filhotes, eles são criados com cachorros, tanto que em quase todas as celas, vemos cachorros adultos e filhotes interagindo com os felinos. Na jaula dos filhotes há mais de meia dúzia de cachorrinhos brincando com os filhotes de tigres e leões. Não se pode entrar na jaula do urso, mas é possível alimentá-lo com uma varinha. Também interagimos com dromedários, araras, elefantes e outros. Centenas de pagos e gansos seguem os visitantes com a esperança de obter alguma guloseima. Alimentos adequados são vendidos no zoo.









Bem, eu não sou contra esse tipo de lugar ou de zoológicos tradicionais, desde que os animais recebam todos os cuidados e alimentação necessários, pois acho que para respeitar e querer proteger, é necessário conhecer. A sensação de ficar ao lado de dois leões ou de tigres, sentir seu pelo, perceber o tamanho real do animal, é indescritível e me fez ter um respeito ainda maior do que eu já tinha por esses animais, foi uma das coisas mais lindas que já vi.

Bem, para esse passeio contamos com o suporte das guias da empresa Las Superguias, uma excelente opção para passeios guiados em Buenos Aires, maiores informações, contactem-nas, http://lassuperguias.com.ar/, 
ou pelo facebook,  https://pt-br.facebook.com/ZooDeLujanConLasSuperguiasFotos
Foz do Rio Tigre

Para chegar à Tigre, é preciso pegar um trem na Estação de Retiro (pode-se chegar nela à pé, como fizemos ou de metro, que lá é chamado de Subte). A passagem custa 6 pesos por pessoa (mais ou menos R$1,50) e a viagem dura em torno de uma hora.





Lá, fizemos um passeio de uma hora de catamarã que custou 110 pesos por pessoa, pelos rios locais. Nesse passeio provamos uma das melhores empanadas da viagem e custou ridículos R$ 2,50, no restaurante do catamarã. Há outros passeios também, com duração de duas horas, duas horas e meia, depende do que você quiser fazer.



Tem um parque grande por lá, mas não entramos. Não tem muito mais o que fazer por lá. Fizemos o passeio mais curto porque queríamos aproveitar mais a tarde quando voltássemos para Buenos Aires.













Fim de ano em Buenos Aires


Decidimos passar os feriados do final de 2014 em Buenos Aires devido aos preços exorbitantes que encontramos aqui no Brasil. Não que uma viagem ao exterior seja muito barata, mas o custo-benefício acabou compensando.

A viagem de ida foi pela Lan e a volta pela TAM. A ida e um trecho da volta fizemos em classe Econômica Premium, que tem algumas vantagens. A primeira delas foi que pudemos utilizar a sala de espera vip no aeroporto de Cumbica. E, como eu diria para o Cláudio, “é bom ser vip!” hehehe




A sala conta com comes e bebes a vontade: café, água, sucos, refrigerantes e vinhos, lanches quentes e frios e doces. Poltronas confortáveis para esperar o horário de ir para o embarque e televisões em canais diversos, tudo isso com uma equipe bastante educada atendendo.



No voo de ida, as poltronas da aeronave da Lan foram adaptadas para a classe executiva, a refeição foi muito boa, com cardápio para escolher entre dois tipos de pratos. Já na volta, o trecho que pegamos como Econômica Premium da TAM, as poltronas eram confortáveis e espaçosas, mas a refeição deixou a desejar, um único prato de salmão cru alguns legumes, que não agradou muitos dos passageiros, um inclusive, solicitou o lanche da classe econômica. Valeu muito pela experiência, já que os preços dessas passagens estavam pouca coisa acima do preço da passagem em classe econômica, mas não dá pra viajar sempre com essa mordomia, infelizmente hehehe.





Reservamos um quarto pelo site da Decolar no Kenton Palace Hotel, um hotel 4 estrelas bem localizado no bairro de San Telmo e bem perto de Puerto Madero e da Casa Rosada. O hotel era muito bonito, com decoração de bom gosto e lobby espaçoso. 




 O quarto que reservamos da categoria Estudio, era grande, com mais de 30 m2, com duas camas de casal,  2 poltronas, mesa de trabalho, wi-fi grátis, TV-HD à cabo, frigobar abastecido, banheira. A localização da banheira era um pouco estranha, pois ficava fora do banheiro e, quando foi utilizada, molhou o chão do quarto. Outro defeitinho do hotel é o serviço de quarto, que funciona apenas até às 21 horas e o cardápio não tem uma grande variedade. Mas o café da manhã era gostoso. Outras comodidades desse hotel é estacionamento, um restaurante e um SPA (que eu não utilizei).






O reveillon
Reservar o jantar de reveillon em um restaurante ficaria muito caro, o restaurante do hotel nos ofereceu o jantar por 88 dólares por pessoa, para uma entrada, um prato principal simples de frango, sobremesa e brinde à meia noite, com outras bebidas não inclusas no valor, claro que não ficamos por lá.
Fizemos o que boa parte dos brasileiros que lá estavam (e éramos muitos brasileiros por lá) fizeram: fomos para Puerto Madero.
Puerto Madero
Puerto Madero é uma região portuaria que foi revitalizada na década de 1990 e tornou-se um lugar charmoso, que reune inúmeros restaurantes e bares agitados. Ficamos com a galera mesmo. Encontramos nossas amigas de Porto Alegre, que havíamos conhecido à tarde no Café Tortoni, e que, gentilmente, dividiram o brinde de sua Chandon com a gente. A meia noite começou uma queima de fogos bem bonita, nada grandioso, apenas fogos coloridos, sem rojão, bombinhas our essas coisinhas que só fazem barulho. Eu achei muito divertido e animado.
Nossas amigas Zélia e Jane



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Bella, Roma!

1º dia - Chegada ao hotel por volta das 14:30


O Aeroporto Internacional de Roma fica longe do centro da cidade, mas tem um trem direto que vai até a Estação Termini. Como estávamos com malas e sabíamos que chegaríamos meio cansados devido a longa viagem desde o Brasil, reservamos um translado do Aeroporto para o Hotel, aqui mesmo de São Paulo. Estavam nos esperando; o carro, uma mercedes enorme, cabia nós três, as malas e mais alguma coisa, um conforto só. A motorista já havia morado no Rio de Janeiro então falava relativamente bem o português e foi nos dando algumas dicas de Roma. Certos gastos são realmente muito bem vindos. Chegamos ao Hotel por volta das três da tarde.

Não podemos perder tempo nessas viagens então, mal deixamos as malas no hotel e já fomos conhecer alguma coisa. 

O hotel ficava a uma caminhada da Basílica Papal de Santa Maria Maggiore e lá fomos nós. 

Essa Basílica como todas as igrejas de Roma é linda e às vezes o Papa celebra missas lá. Nela há um museu subterrâneo com visita guiada muito interessante, da época antiga de Roma, com afrescos preservados e pinturas.





Aproveitamos o resto da tarde para fazer um reconhecimento da área, fomos até o Terminal de Trens Roma – Termini de onde saem os trens de alta velocidade para as principais cidades do país e compramos o Roma Pass (dá direito a entrada grátis nas duas primeiras atrações e nas seguintes, paga-se tarifa com desconto (normalmente, meia entrada); durante a validade do passe tem direito a transporte gratuito e ilimitado em metrô, ônibus e bonde e algumas linhas de trem), e passagens de trem de alta velocidade para Nápoles, para o dia seguinte. Voltamos para o hotel e descansamos, afinal, ninguém é de ferro!







domingo, 14 de dezembro de 2014

Itália: planejando a viagem


Começamos a organizar nossa viagem de 15 dias para a Itália quase um ano antes. Pesquisamos tudo: cidades, museus, vôos, hotéis, transportes públicos, como se locomover, o que comer, onde ficar, onde ir, compramos dicionários e livros com expressões mais comuns. O planejamento de uma viagem, além de ser o início da viagem, permite que você aproveite ao máximo o que a cidade tem a oferecer.  

Com período de férias e cidades definidos, começamos a pesquisar os preços de hotéis e voos. Entramos em vários sites de voos para verificar quais os melhores preços.
Nessa viagem fomos eu, o Cláudio e minha mãe.

A escolha do voo e dos hotéis

Existem empresas aéreas e EMPRESAS aéreas e quando se planeja com antecedência, pode-se optar por essas últimas, pois possivelmente se encontrará algum voo com preço acessível. Optamos pelos voos da Turkish Airways, uma empresa turca, que foi considerada a melhor da Europa em 2012, os aviões são confortáveis, o serviço de bordo excelente, as refeições típicas turcas, são saborosas. A companhia oferece ainda duas opções para voos com escalas longas: um city tour (para escalas diurnas) ou uma estadia em hotel, para escalas noturnas com mais de 10 horas. Esse foi um dos motivos que nos levou a escolher essa companhia, além do preço ser convidativo na época.




Pegamos um voo com escala em Istambul. Na ida, a escala era de mais de 15 horas e na volta, de 10 horas. Chegamos ao aeroporto de Istambul por volta das 8 da noite e fomos procurar o guichê para podermos passar a noite no hotel. Até então imaginávamos um hotel no próprio aeroporto, estilo Ibis talvez, mas já seria ótimo para um descanso e um banho.







Todos os passageiros foram encaminhados para um micro ônibus que nos levaria para o hotel. Legal, saímos do aeroporto e vimos um pouco de Istambul. Quando chegamos ao hotel, não acreditei... um Hotel 4 estrelas no centro da cidade, um luxo de hotel! O quarto era enorme, com banheira; o café da manhã excelente, tudo incluído no preço da passagem aérea! Fiquei encantada, não esperava por isso, imaginava um hotel bem mais simples.

Eu e a mamis no hall do hotel, esperando o transporte que nos levaria ao aeroporto para pegar a conexão para Roma
Olha o estilo deste hotel!







Na volta, a conexão era de umas 8 horas também em Istambul, mas ficamos esperando algumas horas no próprio aeroporto que por sinal tem uma lojinha linda de produtos típicos.

Se eu recomendaria a Turkish Airways? Claro que sim.




Quanto aos hotéis...

A escolha do hotel é difícil, pois as opções são muitas. O que levamos em consideração além do preço foi localização e certa qualidade do hotel. Já ficamos em espeluncas e foi bem desagradável. Prefiro pagar um pouquinho a mais e ficar em um lugar limpo, com boa estrutura, talvez um hotel de rede grande.

Teríamos que fazer reservas em Roma, Florença e Veneza. Escolhemos, coincidentemente, os três hotéis da rede Best Western que ficavam próximo à estações (de metrô em Roma e de trens na demais cidades), o que facilitou bastante a vida. A qualidade dessa rede é boa, já conhecíamos de outras viagens, os preços não foram os melhores, mas ainda estava dentro do nosso orçamento.



Roma – Best Western President: em frente a uma estação de metro Manzoni; ar condicionado central que empesteava o ar com cheiro de cigarro, mas deixamos desligado. Café da manhã excelente e incluso na diária; wi-fi; bom serviço de quarto.







Florença – Best Western Palazzo Ognisanti: próximo da estação central de trem Santa Maria Novella; o melhor quarto da viagem; atendimento de balcão excelente, um dos gerentes falava português e foi muito educado conosco; café da manhã incluso.












Veneza – Best Western Bologna: em frente ao terminal Veneza Mestre, última estação antes das ilhas de Veneza. Qualidade equivalente aos demais, o atendimento de balcão foi um pouco mais “seco”, foi aqui a primeira vez que senti a famosa “grosseria” italiana e já estávamos no fim da viagem, ou seja, acho que isso é meio mito.