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domingo, 14 de dezembro de 2014

Fim de semana em Ilhabela...


Aproveitamos um final de semana para irmos a Ilhabela, litoral de São Paulo. Eu já conhecia a ilha, mas o Cláudio não.

Ilhabela é um dos quatro municípios do Litoral Norte paulista. Localizado na ilha de São Sebastião há aproximadamente 260 km de São Paulo, Ilhabela é um município arquipélago composto também por outras inúmeras ilhas menores. Separado do continente pelo canal de São Sebastião, chega-se à ilha através de balsas operadas pela Dersa, num percurso de mais ou menos 20 minutos.

Quase 80% da ilha principal é ocupada pelo Parque Estadual de Ilhabela, uma reserva de mais de 27 hectares de mata atlântica. O relevo é bem acentuado, chegando a mais de 900 metros de altitude em alguns pontos. Há duas partes distintas na ilha, a face voltada para o continente, onde se concentram as atividades urbanas, hospedagens, comércio, as praias são pequenas e calmas e a face voltada para o oceano, pouco habitada, cuja principal praia, a de Castelhanos, é acessível apenas por carros 4x4 ou jipes, pois se atravessa o parque estadual em uma estrada de terra. 

A vocação principal do município é mesmo o turismo, e a atração principal são as mais de 30 praias que cercam a ilha. Mas também há passeios de jipe, trilhas, mergulhos canoagem, iatismo e cachoeiras.

Há uma boa quantidade de hotéis e pousadas, para todos os gostos e bolsos e, devido à própria estrutura de ruas da ilha que se concentra numa faixa relativamente estreita entre o mar e o início do parque estadual, nunca se fica muito longe de uma bela praia. Ficamos hospedados no Ilha Flat Hotel, um hotel 4 estrelas localizado em frente à praia do Perequê. Esse hotel possui quadra de tênis, piscinas, restaurante. Os quartos são excelentes, o atendimento também. Fizemos a reserva pelo site da Decolar e tudo deu certo.


Interior do Ilha Flat Hotel



Nossa aventura começou na sexta-feira, saímos cedinho de Osasco e chegamos à balsa por volta de 11 horas, indo pela Rodovia dos Tamoios. Uma dica pra quem for por essa rodovia, cuidado com o excesso de velocidade... na parte duplicada (no planalto), você vê uma placa enorme dizendo que o limite é 80 km/h, cem metros depois pode ter uma plaquinha baixando a velocidade para 60 ou 40 km/h, nas passagens de pedestre e logo em seguida uma câmera, é assim o tempo todo; já na parte de serra, a velocidade vai de 50 para 30 km/h bruscamente e também, logo em seguida, uma câmera então, vá com cuidado e prepare-se para baixar a velocidade bruscamente as vezes. Eu concordo totalmente com o controle de velocidade, acho que deve sim ter uma punição pra quem exagera na velocidade, mas achei que lá era uma coisa exagerada e feita não se pensando na segurança, mas para multar mesmo. Na volta, viemos pela Rodovia Rio-Santos (que, nos trechos urbanos, também havia esses exageros, com o agravante de algumas câmeras estarem cobertas por sacos plásticos, o que deixa os motoristas em dúvida se estão mesmo funcionando ou não e qual o real objetivo do gestor da rodovia).

Ficamos esperando quase duas horas pra conseguir atravessar o canal, porque naquele dia tinha quatro balsas em operação e uma delas quebrou. O valor da travessia foi R$ 15,00 para ida e R$ 6,50 para volta (nos finais de semana e feriados esse valor muda). Chegamos ao hotel pouco antes do horário de check-in, mas o quarto já estava disponível; no balcão descobrimos que além do café da manhã, o jantar também estava incluso na diária, o que nos deixou felizes, já que o valor gasto em jantares costuma ser o que mais pesa nas viagens.



Nessa tarde fomos a pé para o Centro Histórico, uns 4 km de caminhada para ir (e mais 4 para voltar), mas como andamos pela orla, nem vimos o tempo e o cansaço passar.

A vila de Ilhabela é um conjunto de ruinhas, onde fica a igreja matriz, a prefeitura, centros culturais tradicionais, vários restaurantes e cafés, lojas e o píer, onde param os navios de cruzeiro durante a temporada.





Tomamos um café com bolo gostoso no Free Port Café, em frente ao píer, gostamos tanto que voltamos no sábado à noite.







No dia seguinte fomos de jipe para a Praia dos Castelhanos, um lugar quase que obrigatório.








Contratamos a empresa Maremar para nos levar, fomos de jipe com outras 8 pessoas, mas não ficou apertado. Para chegar a Castelhanos, atravessa-se o Parque Estadual, pois fica do outro lado da ilha. Estava um dia meio nublado e pegamos um pouco de neblina e friozinho na parte mais alta da estrada.  Há algumas paradas no caminho para observação de cachoeiras e um mirante.



A praia de Castelhanos é muito bonita, essa empresa de jipe nos levou até o restaurante Marebar, (mas nada impede que você escolha outro). Ficamos nesse mesmo, o atendimento foi muito bom, as mesas e espreguiçadeiras já estavam armadas e daí, foi só relaxar. Quem quisesse poderia ter feito uma caminhada num total de 2 horas até uma cachoeira, mas nós preferimos ficar curtindo o visual da praia mesmo. Relaxante, estávamos precisando disso. 

Caminhamos por toda a orla, pois estava meio nublado então foi muito gostoso. Uma dica de ouro pra quem vai pra Castelhano: leve repelente, um bem eficiente, senão você será “comido vivo” pelos borrachudos; tem muitos e parece que eles já se acostumaram com os repelentes mais comum, eu usei o Off Family e mesmo assim tive umas 8 picadas, o Cláudio também, e nem tiramos as camisetas, preferi não arriscar. Que dia gostoso passamos ali.




A vila de Castelhanos, um bairro de Ilhabela, fica fora do parque estadual. Possui uns 320 habitantes que vivem de turismo e da pesca. Não tem luz elétrica (só gerador) celular, telefone. Há algumas pousadas de moradores locais. Mas infelizmente, esse paraíso está sobre forte ameaça, conversando com o dono do restaurante, ele nos disse que a especulação imobiliária está aumentando por lá, há até a ameaça da construção de um resort e outros hotéis, mas para isso teriam que mudar o zoneamento da área, eu espero que não consigam.












Voltamos para o hotel por volta de 5 da tarde.

















No domingo fizemos um tour de carro de norte a sul da ilha, apenas para ver as praias e voltamos para casa. 






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